— O que você está pensando? — Perguntou Nicole, assustada com o olhar dele. — Peça para seu motorista parar, Davi está vindo me buscar!
Antes que ela terminasse, o carro freou bruscamente. Como nenhum dos dois estava de cinto de segurança, Nicole foi lançada para frente pela inércia.
Vasco também foi jogado para frente, mas, pelo canto do olho, viu que Nicole ia bater a cabeça no encosto do banco. Com um gesto rápido, ele agarrou seus ombros e a puxou de volta.
— Ah!
— Oh!
Ah!
Era o grito agudo de Nicole, que, por inércia, não foi arremessada de volta ao assento, mas caiu nos braços de Vasco, batendo a cabeça no braço engessado dele!
— Oh!
Era Vasco gemendo de dor, seu rosto empalidecendo enquanto soltava um grunhido abafado.
Nicole, com quase metade do corpo sobre Vasco, o derrubou no assento, esfregando a testa, enquanto se levantava.
— Você está bem?
— Nicole, você fez isso de propósito, não foi?
Ambos falaram quase ao mesmo tempo.
A voz fria de Vasco saía entre dentes cerrados, sua expressão feroz como se quisesse expulsá-la do carro.
Nicole, esfregando a testa com uma expressão desacreditada, respondeu:
— Foi você que me puxou, eu só bati porque você me puxou, não me culpe à toa!
Vasco riu ironicamente, ele tinha boas intenções ao puxá-la, e ainda assim acabou sendo culpado.
Ele pensou que estava louco por ter interferido quando Lorena estava agredindo Nicole, deveria ter deixado Lorena terminar o que começou!
— Seu osso quebrou mais sério agora? — Nicole perguntou, notando que o rosto dele estava muito pálido.
Vasco, sem vontade de conversar, perguntou friamente:
— O que aconteceu?
— Sr. Vasco, um esquilo acabou de passar correndo, desculpe pelo susto. — Disse o motorista, respeitosamente.
Pequenos animais são frequentes na floresta, não é nada incomum.
Nicole respirou aliviada:
— Ainda bem que não era um assassino, você me assustou.
Vasco a olhou friamente:
— Não se preocupe, você não tem tanta má sorte.
Nicole respondeu:
— Não estou preocupada com a minha sorte, é a sua sorte que é ruim. Lembra da última vez? Aquele assassino do sul foi provocado por você, nunca se sabe quando você vai atrair outro inimigo.
Vasco engasgou e disse, sem vontade:
— O que o Davi vê em você? Ele gosta de brigar com você?
Nicole levantou uma sobrancelha:
— Isso é da sua conta?
Enquanto conversavam, o Carro Relâmpago preto passou por trás. Nicole estendeu a mão para abrir a porta:
— Davi chegou, estou indo, tchau.
— Aquela bofetada ainda não te acordou? — Zombou Vasco. — Lorena e Walter não vão permitir que vocês fiquem juntos. Se você não deixar ele, da próxima vez não será só uma bofetada.
Nicole parou de descer do carro e disse calmamente:
— Eu não vou deixá-lo por isso.
Depois de falar, ela saiu do carro e fechou a porta.
O Carro Relâmpago parou bem a tempo, a porta traseira se abriu e Davi saiu do carro, seu olhar fixo em Nicole. Ele caminhou rapidamente em sua direção.
Ao chegar mais perto, ele notou várias marcas vermelhas no rosto dela. Os olhos de Davi se estreitaram bruscamente e ele parou diante dela.
O homem segurou os ombros dela, encarando intensamente a bochecha levemente inchada:
— Quem fez isso?

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