De volta à Mansão da Montanha Silenciosa.
Davi segurou Nicole no colo, ambos sentados no sofá, enquanto ele passsava uma pomada em sua bochecha inchada.
— Ah!
Nicole, instintivamente, se esquivou para o lado.
— Te machuquei? — Perguntou Davi, franzindo a testa. — Aguente firme, serei mais delicado.
Na verdade, não doía tanto, Nicole sorriu, mas preferiu permanecer em silêncio.
Os dedos secos e aquecidos de Davi espalharam a pomada sobre o machucado, e a sensação fria da pomada era reconfortante na pele quente.
O olhar de Nicole se fixou no rosto atraente de Davi, tão próximo, com traços bem definidos e envolto em uma aura de distância fria.
— Pensando? — A voz grave de Davi soou, e Nicole olhou para ele, apenas para encontrar seus olhos escuros observando ela com significado profundo. — Não foi o suficiente o que aconteceu hoje?
Embora ele falasse em tom baixo, a sala estava muito silenciosa, fazendo com que a empregada, que limpava não muito longe, corasse.
Nicole, visivelmente constrangida, deu a ela um olhar irritado, com uma emoção complexa transparecendo em seus olhos:
— Davi, se você encontrasse o criminoso que deixou Vasco incapacitado, o que faria?
O olhar de Davi pairava sobre ela por alguns segundos antes de ele perguntar:
— O que aconteceu?
Seu olhar era penetrante, e Nicole sentiu um aperto no coração:
— O quê?
Davi perguntou:
— Você nunca se importou com essas coisas, por que perguntou de repente?
Não havia motivo aparente para ela fazer essa pergunta de repente.
A perspicácia desse homem era notável.
Nicole tentava manter uma expressão neutra, oferecendo uma razão superficial:
— Descobri que Vasco ainda te odeia muito, pensei que se pudéssemos encontrar o criminoso, ele não te odiaria mais.
Davi, sem pensar muito, deu uma risada fria:
— Essa pessoa me fez carregar tantas acusações por tantos anos, claro que não vou deixá-la escapar facilmente!

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