Davi ficou mais sério, apertando firmemente a mão em volta da cintura de Nicole.
Vasco, com um ar de desprezo, observou esse gesto silencioso de afirmação de domínio e perguntou a Nicole:
— Você está melhor?
Ele a visitava com a intenção de demonstrar uma atitude amigável.
Nicole, constrangida em ser hostil, assentiu:
— Sim.
Vasco sorriu levemente:
— Você teve sorte, caso contrário, poderia ter sido morta pela incompetência de alguns inúteis.
Havia um subtexto em suas palavras.
Davi franziu a testa, e seu olhar esfriou ainda mais:
— Se você não quer ser expulso, aprenda a falar decentemente.
Vasco riu novamente:
— O que eu disse de errado?
— Chega, agora que Nicole foi encontrada, parem de brigar. — Severino, sempre com seu temperamento tranquilo e maneiras elegantes, se mostrava bastante simpático.
Ele poderia ser irmão de Nicole, e isso merecia respeito.
Davi, com um olhar glacial, manteve os lábios cerrados sem dizer nada.
Nicole estava um pouco atordoada.
Ela pensou que Severino fosse um parceiro de negócios de Davi, parecia familiar, mas não conseguia lembrar onde o tinha visto, embora Severino a chamasse carinhosamente de "Nic."
Esse apelido íntimo indicava uma certa familiaridade.
— Nós nos conhecemos? — Perguntou Nicole, cheia de dúvidas.
— Na última vez, no jardim, nos encontramos rapidamente, você esqueceu? — lembrou Severino.
Nicole pensou por um momento, e a imagem de um homem com quem tinha esbarrado no jardim veio à sua mente, então ela olhou surpresa:
— Então foi você! Como sabe meu nome?
— Me deixe me apresentar, meu nome é Severino, e estou aqui porque há algo que quero discutir com você, você se parece muito com minha tia, e gostaria de fazer um teste de DNA para verificar se temos algum laço de sangue, pode ser?

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