— Você já pegou o cabelo, podem ir embora. — Disse Davi, com frieza, dispensando as pessoas presentes.
Ele estava preocupado, pois Nicole tinha acabado de acordar e, ainda frágil, teve que enfrentar toda essa situação.
— Arranje um quarto em frente ao de Nicole para mim. — Ordenou Vasco a um de seus empregados.
Ao ouvir isso, Davi franziu a testa e perguntou, com frieza:
— Você vai ficar aqui?
— Com tantos repórteres lá fora, minha namorada está hospitalizada, e eu deveria sair do hospital em menos de vinte minutos, seria apropriado? — O tom de Vasco era muito casual.
Mencionar constantemente a namorada era quase como provocar Davi em uma área que ele detestava.
A expressão de Davi endureceu, e ele replicou, de forma zombeteira:
— Você realmente se coloca nessa posição.
— Não importa se me coloco ou não, todo o país já me colocou lá.
— Parece que você está pedindo para que eu lhe dê algo para fazer!
— Hahahahahaha. — Vasco riu descontroladamente, ajustando casualmente o punho da camisa. — Tenho estado bastante livre ultimamente.
As ameaças de Davi eram diretas e descaradas, e Vasco não recuava.
Eles se confrontavam abertamente.
O ar estava carregado com um cheiro invisível de pólvora.
— Senhores, Nicole acabou de acordar, vocês poderiam considerar os sentimentos dela? — Severino interveio, se sentindo impotente.
Quando chegou, ele havia lido sobre os senhores da família Furtado.
O perfil dizia:
[Sr. Vasco da família Furtado era inteligente e calmo, um planejador astuto.]
[Sr. Davi da família Furtado era ponderado e sábio, insondável.]
Como isso podia ser? As informações estavam erradas, esses dois não pareciam nada com as descrições no perfil!
Perturbada pelo barulho, Nicole se sentia fraca e sem energia para mediar a disputa entre os dois, falou sem forças:
— Concordo, por que vocês não discutem lá fora?
Davi deu um sorriso frio, baixou os cílios densos, olhou para o rosto pálido dela e apertou os lábios, sem dizer mais nada.
Vasco, parecendo indiferente, também não disse nada e, com um gesto, seus empregados começaram a empurrar a cadeira de rodas para fora.
Severino se despediu educadamente e também saiu para organizar o teste de DNA.
O quarto voltou ao silêncio.
Nicole se sentou na cama, absorta em seus pensamentos.
Davi, com uma expressão sombria, ordenou que seus subordinados ficassem na porta para não permitir que ninguém mais perturbasse, jogou o celular de lado e puxou a distraída Nicole para seus braços.
— Termine com ele o mais rápido possível! — A voz de Davi era gélida.
Nicole respondeu:
— Eu já falei sobre isso com ele, ele não está muito cooperativo. Vou falar novamente depois de um tempo. Você sabe que ele só diz que sou a namorada dele para te irritar, não leve isso a sério.
Esse consolo não serviu de nada. Davi, com um olhar gelado, respondeu:
— Você acha que eu não me importo?
Nicole, um tanto contida, disse:
— Você e a Sra. Carolina são casados, e eu não me importei. Você conhece bem o meu relacionamento com ele, não tem o que se preocupar.
Davi realmente não tinha como responder a isso, sentindo uma dor no peito.
Ele tinha dito a Nicole antes que ela não precisava se preocupar com seu estado civil, mas só quando a situação se voltou contra ele é que percebeu quão difícil era ser generoso.
Nicole ainda estava pensando sobre Severino, com os olhos cheios de dúvida:
— Davi, será que o Severino realmente pode ser meu parente?
Davi olhou para ela e disse:

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