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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 112

Liz

Acordo sentindo um perfume familiar. Me levanto e caminho para o banheiro, percebendo que alguém havia tomado banho recentemente ali, então imagino que tenha sido o Bryan. Escovo os dentes e me arrumo. Olho a hora, lembrando do jantar, e desço.

Caminho pelas escadas, vejo algumas funcionárias limpando, mas elas não ousam falar comigo. Então me dirijo ao salão de jantar, lembrando o caminho da outra vez que vim com ele, senão poderia até me perder aqui dentro dessa mansão. Quando vou me aproximando, escuto a voz brava do pai do Bryan.

_ Não quis acordá-la, Bryan? Desde quando ficou tão mole assim? E outra, esse escândalo que envolveu vocês… não acha que pode ter sido ela também, querendo se aparecer? — o pai dele diz, bravo, para o Bryan.

Fico sem reação. Como assim poderia ser eu? Por que eu iria querer que todos ficassem atrás de mim, me xingando e me chamando de amante? Mesmo que eu tenha adquirido uma quantidade de seguidores, não me importo com isso, penso chateada. Desde cedo estava me sentindo doente, e ainda me sentia. Meu estômago doía, não por fome, mas havia um desconforto, uma azia, coisa que não senti antes.

_ Ela não tem nada a ver. Já encontramos o culpado. Pode deixar que isso eu resolvo — ele diz, me defendendo. Me sinto aliviada em saber que ele não pensa do mesmo jeito que seu pai.

Me aproximo mais da porta, tentando evitar que alguém me veja. Bryan, sua mãe e seu pai estavam de costas para mim, mas o irmão dele… tinha que ter cuidado para ele não me ver escutando.

_ Resolver? Falou que não tinha nada com ela, mas agora a carrega para todos os lados. Realmente pensa em ficar com essa garota? — o senhor Bruno diz, furioso para ele.

Meu coração batia como nunca. Esse senhor não gostava nem um pouco de mim.

_ Por que pergunta isso? — ele pergunta ao pai.

_ Bryan, diga: vai mesmo ficar com essa garota?

O pai dele continua pressionando o filho. Eu sei que somos de mundos diferentes, mas até parecia que eu era uma praga para seu filho. Estava me sentindo tão mal.

_ Diga: vai ficar com ela ou talvez queira torná-la sua amante para sempre? E acha mesmo que a esposa que escolher vai concordar com isso? Vai aceitar o marido com outra mulher? E, se ela engravidar de um filho ilegítimo, vai fazer o quê? Abortá-lo? Não vê a burrada em que você está se envolvendo? Você sempre falou que eu sou a favor do seu irmão… então está bem: deixe essa garota hoje, e eu juro que não me envolvo mais em quem assumirá o comando. Eu te apoiarei.

Escuto aquelas palavras cruéis. Pelo jeito, estou fadada a ser somente uma amante. Realmente, as notícias não mentiram em nada. Meus olhos se enchem de lágrimas. Toco na barriga, imaginando se engravidasse. Me lembro que a última menstruação já tem um tempo. Mesmo não sendo certinha, agora sinto medo. Essa família seria tão cruel a ponto de me obrigar a matar meu filho, seu próprio sangue?

_ Pai, acho que meu irmão não vai deixar essa mulher — o irmão do Bryan diz, olhando para onde eu estava. Será que ele percebeu que eu estava ouvindo?

_ filho, eu sei que você gosta dela, mas precisa pensar na sua família. Seu pai está te dando uma oportunidade de provar que é leal a ele. Pense bem, querido.

Então, a última pessoa que talvez eu achava que me defenderia também manda ele se decidir. Sinto uma dor… uma dor no coração. Queria sair daquela casa, ir para bem longe daquelas pessoas.

_ Tudo bem, vou terminar com ela, mas espero que o senhor mantenha sua palavra.

Então ele diz. Diz as palavras que jamais achei que ouviria. Bryan vai terminar comigo, vai me deixar ir. As lágrimas caem com facilidade. Sinto uma dor forte no pé da barriga, como cólica, mas essa dor não era mais forte que a do meu coração.

Preciso ser forte. Mesmo que o mundo desmorone, tenho que ser forte. Enxugo as lágrimas para entrar naquele ninho de cobras.

_ Vai ficar aí mesmo, senhorita Liz? — a voz de Brendo soa no salão, me denunciando.

_ Liz? — Bryan me chama, preocupado.

Então entro. Sinto os olhares deles. Bryan olha em meus olhos, preocupado. Seu pai sorri cinicamente, como se nunca tivesse falado nada. A mãe dele sorri ao me ver.

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