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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 116

Liz

Acordo olhando onde estava. Olho ao meu redor, reconhecendo o quarto da Geovana, onde sempre dormia quando não queria voltar para casa. A decoração continuava a mesma: os pôsteres da banda predileta dela, os coraçõezinhos na parede. Olho para o lado e vejo ela dormindo. Geovana dormia tão pesadamente...

Olho para o relógio na parede, percebendo que ainda era cedo. Fui dormir tarde, conversando com ela e contando tudo o que aconteceu. Combinamos de hoje ir até essa casa que está em meu nome, mas eu iria vendê-la, dependendo de onde ela fosse.

Me levanto, escovo meus dentes e pego os documentos de novo para olhar com mais calma. Lá, só havia visto por cima. Nem sabia onde era essa casa, se realmente ficava aqui na minha cidade ou se eu teria que voltar para lá para vendê-la, caso estivesse lá.

Começo a ler. Quando bato o olho no endereço, meu coração acelera.

— Como assim... será que erraram o endereço?

Olho de novo. O endereço batia com o da casa dos meus pais. Bom... era a casa que foi comprada por ele e minha mãe. A casa que minha madrasta jogou a vida toda na minha cara que pertencia a ela.

Meus olhos se enchem de lágrimas. Fecho meus olhos e digo para ela:

— Mãe... eu posso morar de novo na nossa casa.

A dor me invade. As lembranças dela ali, quando eu era pequena... de como eu era feliz antes daquela amante aparecer, de como papai me tratava com tanto amor.

— Liz... — Geovana me chama, sonolenta, abrindo os olhos e me olhando. — Por que acordou tão cedo? Vem dormir — ela me chama.

— Amiga, acredita? A casa que te falei é a casa que era dos meus pais. Meu pai deve ter perdido com as dívidas e ele comprou para mim — digo, com os olhos cheios de lágrimas.

— Liz, ainda não entendo como vocês terminaram. Eu pude ver que ele se importava muito com você. Realmente foi estranho a forma como vocês dois terminaram — ela diz, me olhando.

— Vamos esquecer. Não quero mais falar dele, Geo. Quero começar uma nova vida. Vou tentar fazer a prova da faculdade de novo. Quero ser médica, quero ajudar outras pessoas — digo, animada, limpando as lágrimas do meu rosto.

— Vejo que se decidiu mesmo. Tudo bem, apoiarei o que você quiser. E sobre a casa, já falei: pode morar aqui, acho melhor. Vai que seu pai aparece, ou aquelas bruxas?

— Sabe como eles estão?

— Bom, pelo que sei, sua madrasta e a filha ainda moram na sua casa. Com certeza foi comprada agora, porque em nenhum momento ela foi expulsa de lá. E seu pai... bom, ele ficou muito mal. Às vezes vemos ele pedindo comida na praça. Ele está pagando pelo que fez. A empresa faliu.

— Ele teve o que merece, Geo. Não tenho pena dele. Quando mamãe estava doente, ele colocou aquela mulher dentro de casa, deixou ela nos maltratar, até minha mãe não aguentar mais e morrer. Isso foi graças a ele.

— Verdade, ele teve o que merece. Mas acho que aquela mulher na sua casa ainda está vivendo muito bem. Que tal colocarmos as duas para fora de lá?

— Não vejo a hora de fazer isso. Hoje mesmo. Quero tirá-las de lá. Vou reformar a casa e depois me mudo — digo, e ela sorri. — Ah, preciso também comprar roupas, deixei tudo lá.

— Então, depois do café, vamos em algumas lojas. Depois podemos passar lá na casa para ver a cara delas quando descobrirem que a casa é sua.

A manhã passou rápido. Já fomos em algumas lojas. Escolhi algumas roupas e calçados. Precisava de chinelos e outras coisas. Também comprei itens de higiene. Estávamos com muitas sacolas, então resolvemos voltar para a casa da Geo e, depois do almoço, passar lá.

— E o trabalho? — pergunto, entrando no quarto e guardando minhas coisas.

— Hoje pedi folga. Depois que minha mãe falou que você estava aqui, pedi e ele me deu. Folga hoje e amanhã, já que eu tinha muitas horas acumuladas.

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