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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 120

Liz

Acordo com meu telefone tocando sem parar. Estava meio sonolenta ainda por ter dormido tarde. Havia ficado a noite toda com mal-estar, sentia azia e enjoo. Isso estava me deixando preocupada, vai que eu estava com alguma doença.

Pego o celular e atendo.

— Liz, você está bem? Fiquei preocupada, já são dez horas e você ainda não veio tomar café.

— Bom dia, Geo, estava dormindo kk — digo com a voz ainda sonolenta.

— Nossa, você sempre acordava cedo kk. Como mudou depois que morou esses dias com aquele homem.

Fico em silêncio por um momento. Ela percebe que não deveria ter falado nele.

— Ai, amiga, me desculpa, acabei falando besteira, né?

— Não se preocupe, estou bem. Tenho que superar. Não sei o que me deu, amiga, esses dias estou me sentindo tão mal. Ontem passei mal e o Arthur me ajudou.

— Você está doente? Quer que eu vá aí?

Ela diz muito preocupada.

— Não, já estou bem melhor — digo para ela relaxar.

— Entendo. Então vou te esperar aqui, tá? Fica em casa te esperando para nós irmos lá ver a loja que te falei para alugar.

— Ah, verdade. Tá bom.

Nós nos despedimos e desligamos. Aproveito, me levanto, tomo um banho e visto a mesma roupa.

Depois de pagar, vou embora. Pego um táxi e vou.

No caminho, olho a cidade, o caminho indo para a casa da Geovana, e lembro de como foi a nossa infância, de tudo que passei. Meus olhos enchem de lágrimas. Eu estava me sentindo uma manteiga, tudo me fazia chorar.

Não demora muito para o táxi parar e avisar que chegamos.

Pago e saio.

Vou e bato na porta da casa da Geovana. A tia logo abre feliz em me ver.

— Liz, que bom que voltou. A Geovana contou que você acabou dormindo no hotel porque ela ficou lá e você estava sem chave. Querida, como foi fazer isso? Podia ter nos acordado, eu abriria a porta. Vou mandar fazer uma chave para você.

— Não precisa, senhora, mas obrigada — digo feliz.

Entro. A Geovana está sentada no sofá mexendo no celular.

— Até que enfim chegou — ela diz, me dando uma bronca por ter demorado.

— Filha, não fale assim com ela — a mãe dela diz.

— Deixa, senhora, eu demorei muito mesmo. Então vou só trocar de roupa, comer algo e vamos? — digo, e ela sorri.

Subo às pressas, coloco um conjuntinho de moletom que havia comprado, arrumo meu cabelo e faço uma leve maquiagem. Bom, queria disfarçar o quanto estava abatida.

Estávamos no centro. O táxi para bem onde a Geovana havia falado. Descemos e sigo ela. Ela para em uma loja bem grande, voltada para a avenida.

Olho surpresa com a localização, e até achei estranho ninguém ter alugado ainda.

— Geovana, será que eles estão pedindo muito? Nossa, aqui está excelente, mas algo tão bom assim vazio até é estranho!

— Ah, o Pedro conhece o dono, amiga. Ele falou com ele e disse que aluga para nós por um preço bacana.

— Nossa, que bom — digo animada. — Então vai ser aqui. Bom, vamos entrar e ver. Quem você marcou já deve estar lá dentro, né?

— Ah, sim. Ele disse que estaria a manhã toda.

Sorrio animada e entramos. A porta de vidro está só encostada. Dentro da loja estava tudo muito bem cuidado. Parecia até que havia sido reformada há pouco tempo. Um senhor, quando nos vê, vem sorrindo para perto.

— Bom dia! Vocês são as jovens que ficaram de vir ver a loja?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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