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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 119

Liz

Acordo depois de dias de volta à minha cidade. Havia contatado uma empresa para reformar a casa toda. Descobri que meu pai vive igual a um mendigo nas ruas, já que perdeu tudo.

A Serafina e a Cristiana estão vivendo de favor. O senhor Leonardo Lopes prometeu sustentá-las. Eu mesma não me importava em saber como elas estavam, mas a Geovana acabava me contando tudo.

Visto uma roupa confortável. Havia desativado aquele I*******m e todas as minhas redes sociais. Como tinha comprado um aparelho novo, faço uma nova conta. Não ia acessar a antiga… bom, não agora.

Depois do café, ajudo a mãe da Geovana lavando as louças. Entro no quarto e começo a ver as notícias. Sinto aquela saudade bater… as lembranças de dormir agarradinha com o Bryan. Até parecia que tudo foi um sonho.

Olho as notícias sobre ele… fofocas dizendo que logo se casará, com a pressão da família Bellucci para ele assumir as empresas. Filhas de famílias prestigiadas foram convidadas para um baile, onde ele escolherá sua futura esposa.

Quando vejo as fotos de algumas garotas estampadas, meu coração se aperta. Eram mulheres lindas, ricas, parecendo princesas… nenhuma se comparava a mim.

— Bryan, espero que você seja feliz… — digo para mim mesma, mesmo sentindo essa dor insuportável no peito, vendo uma foto dele sorrindo ao sair de um clube. Tão lindo… seu olhar sério, mas sorrindo com os amigos.

— O que foi, amiga? — Geovana senta na cama ao ver meus olhos cheios de lágrimas.

— Geovana… é difícil. Nunca pensei que seria tão difícil assim… ele vai se casar — digo, chorando.

— Amiga, essa dor vai passar. Um dia você vai encontrar alguém melhor que ele — ela tenta me consolar, me dando apoio como sempre fez.

— Eu sei… mas dói… dói tanto…

— Vamos fazer assim: que tal sairmos hoje? Chama a Amanda. Desde que voltou, você vive presa em casa. A única coisa que faz é ir lá visitar sua casa. Não dá, né? Fora que temos que abrir nossa loja. Já vi até um lugar para alugar — Geo fala animada, tentando me fazer esquecer dele.

— Tá bom… vamos sair. Amanhã podemos visitar esse lugar para ver se é uma boa opção para alugar.

O dia passa rápido. A Amanda já está nos esperando no Belcasino. Era um dos melhores lugares para sair, já que a cidade era pequena e não tinha muitas opções de baladas ou bares.

Eu e a Geovana chegamos em frente ao Belcasino e ficamos esperando a Amanda.

— Nossa, ela tá demorando — Geovana diz, olhando o relógio.

— Amanda não muda — digo sorrindo, sabendo que ela sempre se atrasa.

Logo a vemos descendo do táxi e vindo até nós. Ela me abraça e faz o mesmo com a Geovana.

— Demorei, né? Kkk — diz brincalhona. — Vamos entrar.

Entramos, e o namorado da Geovana nos leva para a área VIP. Já estava lotado. Era muito grande, com várias áreas de lazer, jogos, karaokê e até uma área de balada.

— Olá, meninas, fiquem à vontade — ele diz, depositando um beijo nos lábios dela, mas sempre mantendo um olhar sério para mim.

O lugar começa a encher. Meninas dançando e bebendo. Muitas pessoas conhecidas aparecem, principalmente da escola. Geovana, particularmente, sabia a vida de cada um e me contava tudo.

Me sinto incomodada quando Arthur e Tiago aparecem e sobem para onde estávamos.

— Liz, a Amanda está ficando com o Tiago e, com certeza, o Arthur veio porque soube que você está aqui — ela explica, e eu balanço a cabeça.

— Não tem problema. Não ligo… só não quero nada com ele — digo, aceitando o drink que a Amanda me deu.

— Vai beber? — Amanda pergunta, surpresa.

— Hoje pode — digo, rindo.

Nós três começamos a beber. A noite só estava começando. A música invadia tudo. Sair assim com elas era libertador.

Mas Arthur se aproxima ao ver seu amigo beijando Amanda. Geo sai por alguns minutos para ver o namorado, então ele aproveita para se aproximar de mim.

— Oi, Liz… você está tão linda — diz, me bajulando.

— Obrigada — respondo, tentando ignorar enquanto olho a multidão.

Eu queria tanto que ele aparecesse… como antes… e me levasse dali… me fizesse dele. Mas sabia que era impossível. Bryan nunca mais iria aparecer para mim. Nunca mais sentiria seus beijos, seus toques...

— Liz… tô com tanta vontade de beijar essa sua boca…

Ele se aproxima e sussurra no meu ouvido. Quando sinto o perfume dele… enjoativo… forte… insuportável… meu estômago revira.

Uma ânsia me invade. Começo a suar frio e saio correndo para o banheiro. Por sorte, era perto.

Não consigo segurar. Vomito… vomito tudo que comi o dia todo. Meus olhos se enchem de lágrimas pela força que meu estômago faz.

— O que está acontecendo? Será que estou doente? — pergunto, ainda tonta e fraca.

Pego o celular trêmula e mando mensagem para as meninas.

— Liz, você está bem? Você saiu correndo… fiquei preocupado — Arthur pergunta do lado de fora.

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