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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 125

Bryan

Meus homens continuam a investigação. Meu vô ainda estava preocupado com a minha infertilidade e dizia que eu precisava encontrar um médico que pudesse reverter isso.

Não vou negar que, com a descoberta de que não posso ter mais filhos, estou me sentindo estranho. Eu, Bryan Bellucci, não poderei ter filhos... que loucura.

Mas sabia que isso ajudaria meu irmão a assumir no meu lugar.

Meu telefone começa a tocar e atendo de imediato.

— Senhor, duas de nossas testemunhas se mataram na cela.

— O quê? Como deixaram isso acontecer? — pergunto para Maicon, um dos meus homens de confiança.

— Deixamos homens vigiando o dia todo. Não sabemos como isso aconteceu, mas eles foram envenenados.

— Que porra está acontecendo? Todos que tiveram contato com eles, arranquem as confissões, ou por bem ou por mal! — ordeno, socando a mesa.

— Ok.

Desligo e faço uma ligação para Kleber. Precisava saber como estavam as coisas no Brasil e ter notícias da Liz.

— Oi, chefe.

— Kleber, como estão as coisas aí? E a Liz? O que ela tem feito além da inauguração da sua loja Mundo LiGi?

— Aqui está tudo sobre controle. Já ampliamos aquele negócio, tudo certo por aqui, senhor. A Liz... os seguranças disseram que ela vai da loja para casa, mas teve um único dia em que ela foi a uma clínica obstetra bem conhecida na cidade, pelo jeito.

Escuto curioso para saber o motivo dela ter ido a um médico. Será que ela está doente?

Me sinto preocupado em saber que ela possa estar doente e não ter ninguém para contar ou cuidar dela.

— Investigue a ida ao médico. Descubra se ela está doente, por que foi ao médico e mantenha Pedro perto dela com sua namorada. Diga que o recompensarei por estar cuidando dela por mim.

— Entendi, chefe. Mandarei agora nossos homens investigarem isso.

— Tudo bem. Vou aguardar sua ligação, mas logo retornarei ao Brasil.

Desligo e caminho pelo jardim. Estava ficando na casa dos meus avós. Minha mãe mandava mensagens todos os dias me convidando para almoçar e jantar, mas juro que não estava tendo coragem de olhar para a cara daqueles dois homens: meu pai e seu filho.

Os dias vão passando e meus homens conseguem provas de que realmente foi meu pai o mandante de tudo. Larissa era só mais uma ferramenta para eu achar que havia sido a família dela e eliminasse todos os Getúlio.

Convoco uma assembleia. Havia reunido todos os meus homens. Hoje iria mostrar para todos que quem mandava ali era somente eu e meu avô.

Chego com meu avô entrando ao meu lado e todos nos olhando, já sabendo do ocorrido e, pior ainda, que eu era estéril. Mesmo assim, mesmo sem poder ter um herdeiro, eu iria mostrar quem mandava ali.

Caminho de forma autoritária olhando para cada um, cada chefe de família. Todos sentiam medo. Todos sentiam medo quando me viam tocar a arma em minha cintura. Todos sabiam muito bem que estavam à minha mercê, já que meus homens haviam se posicionado por toda a grande mansão.

— Senhor Bellucci, veio hoje para intimidar a gente? — o senhor Conte pergunta com medo.

— Se você fez algo contra mim, com certeza — digo, e ele treme.

— N-não... imagina quem teria coragem de mexer com um Bellucci — diz gaguejando.

Sorrio satisfeito ao ver o medo estampado em seu rosto. Queria muito pisar nele e jogá-lo no chão. Ele me dava nojo. Esse tipo de pessoa falsa e fingida me fazia desprezar ainda mais a humanidade.

— Assim espero... — digo, tirando de uma pasta um documento médico. — Aqui está a prova de que, no baile, fui drogado com um veneno letal. Tive sorte em me salvar, mas graças a isso não poderei ter mais filhos.

Começam os burburinhos.

— Como assim?

— Ele não pode mais ter filhos...

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