Entrar Via

O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 130

Liz

Quando vejo que ele realmente saiu, subo para o meu quarto. Enquanto isso, ligo para Geovana.

— Oi, Liz — ela diz logo que atende.

— Geo, tem alguém aí do seu lado? — digo baixinho, preocupada que alguém ouvisse.

— Não. Por quê? Aconteceu alguma coisa? — ela pergunta preocupada. — Liz, não me assusta.

— Amiga… ele apareceu aqui do nada, e eu não sei o que fazer. Não sei o que ele quer. Tenho medo que ele descubra a gravidez… Estou com medo — digo com os olhos cheios de lágrimas. Não sabia o que fazer. Tinha medo de ele me obrigar a abortar, e eu não ia arriscar tentando a sorte.

— Calma, Liz. Talvez ele queira ter filhos. Você não sabe como ele vai reagir. Não se apavore.

— Eu sei… Eu ouvi muito bem quando o pai dele falou sobre se ele tivesse um bastardo, perguntou o que ele faria, se mandaria abortar… e ele não falou nada. Ou seja, deve ter concordado com o pai. Matar o próprio filho… já que, para ele, uma vida a mais não faz diferença.

Ela escuta calada. Começo a pegar minha mala e colocar algumas roupas dentro. Faço isso enquanto ela ainda permanece em silêncio.

— Liz… então o que pretende fazer?

— Vou viajar por alguns dias. Você consegue dar conta sozinha, amiga?

— Dou sim, Liz. Mas cuidado. Você sozinha pode ser perigoso.

— Prometo que vou me cuidar.

— Promete que, quando chegar, me liga?

— Tá bom… eu ligo — digo desligando.

Pego minhas coisas e saio. Coloco tudo atrás do carro, entro e parto. Só não sabia para onde ir, já que não tinha família em lugar nenhum.

Nunca conheci a família da minha mãe. A do meu pai também não existia mais. Ele era filho único, os pais morreram cedo e ele herdou a empresa. Quando se casou com minha mãe, começou a viver melhor. Compraram a casa e foram conquistando bens materiais.

Até aquela mulher aparecer.

Antes disso, ele era um bom homem… mas depois passou a ter olhos apenas para ela.

Mas, sobre a minha mãe… eu nunca soube nada da família dela, nem de onde veio. Sabia apenas que o nome dela era Fernanda Pontal Gonçalves. O “Gonçalves” ela pegou do meu pai. Ou seja… será que eu teria avós? Tios? Alguma família perdida por aí? Qual seria a cidade dela?

Talvez eu nunca descobrisse, já que ela nunca falou deles.

Mas meu pai sempre gostou de viajar. Uma vez, durante uma briga, ouvi minha mãe gritar que, se ele não parasse de viajar daquele jeito, ela voltaria para o país dela…

E era isso.

A única pista que eu tinha.

Dirijo pela estrada sem rumo, sem destino. Quanto mais longe dele, melhor. Meu celular deixei desligado, porque sabia que ele iria ficar louco quando descobrisse.

Depois de cinco horas dirigindo sem parar, eu já estava cansada. Precisava descansar e comer alguma coisa.

Mas a minha mãe… eu nunca soube nada sobre a família dela, de onde veio. Só sabia que o nome dela era Fernanda Pontal Gonçalves. O Gonçalves ela pegou do meu pai. Ou seja… será que eu tinha avós? Tios? Qual seria a cidade dela?

Talvez eu nunca soubesse, já que ela nunca falou deles. Mas meu pai sempre gostou de viajar. Uma vez, durante uma briga, ouvi minha mãe dizer que, se ele não parasse de viajar, ela voltaria para o país dela…

Mas era só isso. Não sabia de mais nada.

Dirijo pela estrada sem rumo, sem destino. Quanto mais longe dele, melhor. Meu celular deixei desligado, porque sabia que ele ficaria louco quando descobrisse.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira