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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 133

Liz

Acordo dolorida, lembrando de tudo que havia acontecido. Estava em uma cama macia, com lençóis brancos e tão suaves que pareciam seda na minha pele. Olho ao meu lado e ele não está lá, como sempre. Bryan sempre saía… ou talvez nem dormisse, já que sempre soube que ele não gostava de dormir ao lado de ninguém.

Toco em minha barriga, me sentindo culpada por ontem. Tinha medo de que isso pudesse prejudicá-los.

— Bom dia! Acordou? — Bryan fala, entrando no quarto.

— Oi… bom dia! — digo tímida, me cobrindo, já que estava nua.

— Não existe uma parte sua que eu não tenha visto — ele diz, rindo na maior cara de pau. Sinto vontade de matá-lo.

— Quando pretende voltar para a Itália? — Quando falo isso, ele me olha com raiva.

— Está me expulsando, Liz? — pergunta, me encarando.

— Talvez — digo, me levantando com os lençóis em volta do corpo. Pego minha roupa e entro no banheiro.

Tomo um banho rápido. Quando saio, ele já está sentado com o café posto, cheio de guloseimas. Me aproximo sentindo o cheirinho do café.

Me sento à frente dele. Bryan pega uma xícara e coloca um pouco de café.

— Obrigada — digo, pegando a xícara e bebendo um pouco.

Mas então aquela ânsia vem. Aquele mal-estar forte. Coloco a mão na boca.

— Desculpa… — falo, saindo correndo para o banheiro.

Entro às pressas e começo a vomitar na privada. A dor na barriga, pela força que fazia para colocar tudo para fora, era intensa. Meus olhos se enchiam de lágrimas. Me ajoelho sem forças. Não tive tempo de fechar a porta e, quando sinto alguém ao meu lado, meu coração gela.

— Você está bem, Liz? — ele pergunta preocupado, se aproximando.

— Sai… — digo antes de vomitar de novo. E de novo.

Então ele simplesmente junta meus cabelos, puxando os fios para trás para não sujar, enquanto a outra mão passa em minhas costas, me confortando.

Aquilo me surpreendia. Ele não sentia nojo de mim. Ele estava ali, ao meu lado, me ajudando.

Com a ajuda dele, depois que me sinto um pouco melhor, tiro minhas roupas e entro debaixo do chuveiro. Bryan me ajuda a me despir. Mesmo morrendo de vergonha, eu estava fraca e com medo de cair. Minha pressão parecia ter baixado.

Ele simplesmente lava meus cabelos com cuidado, passando shampoo e hidratando os fios. Depois pega o sabonete e começa a passá-lo em mim. Suas mãos suaves deslizando pela minha pele me faziam arrepiar. Era tão gostoso sentir o toque dele.

Bryan nem parecia se importar por estar todo molhado. Apenas me segurava com firmeza, como se tivesse medo de eu desmaiar.

Depois que estou enrolada na toalha, ele me obriga a sentar na cama e começa a pentear meus cabelos em silêncio. Seus movimentos eram delicados, pacientes… tão diferentes do homem frio e perigoso que todos conheciam.

Fico observando sem entender como aquele homem conseguia me confundir tanto. Em um momento parecia cruel, no outro cuidava de mim como se eu fosse importante para ele.

Depois que seca meus cabelos e me ajuda a me trocar, ele sai e vai tomar banho. Quando volta, eu já estava me sentindo melhor. A cor em meu rosto havia voltado.

— Liz, você precisa ir ao médico.

Quando ele diz isso, me desespero.

— Já estou melhor. Não é necessário. Prometo que, depois que você voltar, vou à minha médica.

Digo isso, mas ele me encara como se estivesse desconfiando de alguma coisa.

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