Bryan
Estou em uma reunião junto com o Henrique. Estávamos tratando de uma grande parceria com a Lumiteche, uma das melhores empresas de tecnologia digital, quando meu telefone apita com uma mensagem do Kleber.
“Chefe, a senhora está no restaurante Villa Imperium, mas parece que está metida em alguma confusão. O gerente Marcos expulsou ela e suas amigas. Um dos seguranças resolveu perguntar, já que ela usou seu sobrenome alegando que era sua mulher.”
Sorrio imaginando a Liz dizendo que é minha mulher. Ela realmente tinha coragem.
“Kleber, avise que eu mesmo irei resolver pessoalmente. Diga que não encostem um dedo sequer nela, senão juro que acabo com suas vidas.” Envio a mensagem.
“Ok”, ele manda.
Olho para todos esperando minha opinião, mas então me levanto e anuncio:
— Peço desculpas, mas aconteceu um imprevisto e vou precisar sair. Mas o Henrique continuará a reunião — digo olhando para ele e saio, deixando todos pensativos com o motivo de algo me tirar de uma reunião tão importante assim.
Saio rápido, entro no meu carro e vou direto para o restaurante. Quando chego lá, paro e estaciono bem na frente. Desço e entro no restaurante.
Alguns, quando me avistam, me reconhecem de imediato.
Entro olhando a muvuca em volta de uma mesa. Havia dois seguranças, o gerente e dois garçons parados em frente à mesa da Liz, que se sentava calma para eles.
— Levantem-se e saiam agora mesmo! — Marcos diz bravo, gritando com a Liz. — Vamos, expulsem essas três pobretonas agora mesmo! — ele diz para os dois seguranças parados.
— Quem você acha que é para querer nos expulsar? Você não serve para ser gerente! — ela diz brava.
Ele se exalta, ficando com muita raiva, e segura o braço dela apertando.
Caminho com ódio. Quando os seguranças me veem, se assustam, afastando-se dela, e o gerente percebe o meu olhar de ódio e a solta com tudo.
— Senhor Bellucci, que honra ter uma visita. Que pena que hoje temos um probleminha chato, mas já estou resolvendo. Vamos, joguem essas três pobretonas na rua! — ele diz frio para os seguranças, que olham para mim e para o Marcos.
A Liz olha em meus olhos. Ela sabia muito bem que eu não deixaria eles tocá-las. Ela se levanta e corre para meu lado, deixando todos de boca aberta, até a Jéssica, que nos olhava com ódio.
— Amor, esse seu funcionário me destratou, humilhou eu e minhas amigas.
Liz diz me abraçando. Ela passa as mãos em meu pescoço, falando bem perto do meu ouvido.
Todos observam a cena assustados, já que não costumo aparecer com mulheres e muito menos deixar alguém me abraçar assim.
— Senhor, você conhece essa mulher? — Marcos pergunta tremendo ao ver ela agarrada a mim e eu não recusando, como já fiz com outras.
— Diga para ele quem eu sou — Liz diz em meu ouvido, me provocando na frente de todos.
— Não me provoque, garota! — digo em seu ouvido também.
— Ela é minha mulher — digo em tom frio e sério, respondendo ao Marcos, que treme junto com o garçom.
— Sua... sua... — ele gagueja, tremendo de medo.
— Querida, pode se sentar com suas amigas. Preciso conversar um pouco com os funcionários desse estabelecimento — digo, e ela me solta, voltando a se sentar com as amigas.
— Liz, como você é doida! — Bruna diz sorrindo para ela.
— Senhor, foi ela que começou e inventou calúnias contra sua mulher — ele aponta com medo para a Jéssica, que balança a cabeça de imediato.
— Juro que não fiz nada. Também não sabia que você estava em um relacionamento com ela. Não está noivo? — Jéssica pergunta para mim.
Liz, que sorria com as meninas, me olha curiosa.
— O que tem a ver meu noivado com a audácia de mexer com alguém meu?
Ela me olha com medo. Sabia que eu não era alguém com quem poderia bater de frente.

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