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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 137

Liz

Os dias vão se passando, o enjoo se torna mais constante. Como o Bryan estava chegando muito tarde depois daquele episódio que aconteceu no restaurante, eu ainda estava conseguindo esconder a gravidez, mas a dona Elizabete já estava desconfiada. Tinha quase certeza de que ela ainda não perguntou porque não teve oportunidade. Geovana me passava tudo sobre a loja, estava sendo um sucesso, e logo abriríamos outra franquia.

Ainda estava deitada olhando as mensagens quando a senhora Elisa b**e na porta.

_ bom dia, Liz, você está bem?

_ pode entrar, Elisa, digo me sentando na cama.

Ela entra e olha para mim.

_ senhora, está tudo bem? Venho percebendo que você não anda muito bem, não queria me intrometer, mas Liz...

Não consegue terminar de falar, me olhando pensativa.

Olho para Elisa sem saber o que falar, sem saber por onde começar. Ela sempre foi boa comigo, sempre demonstrando o quanto se preocupava e gostava de mim, não deveria esconder isso dela. Só não sabia como falar, e o medo do Bryan não aceitar essas crianças era muito grande. Uma coisa era ele querer ficar comigo como sua amante, mas eu tendo seus filhos... Também tinha medo dele rejeitar as crianças, odiá-las, querer tirá-las de mim. Eram tantas coisas que passavam em minha cabeça.

_ Liz, você está grávida? Ela pergunta sem rodeios.

Congelo com suas palavras. Realmente ela já desconfiava, sabia que não enganaria Elisa. Balanço a cabeça envergonhada.

_ querida, não precisa ter medo. Vocês dois se amam, mesmo sendo de mundos diferentes. Tenho certeza de que o patrão ficará muito feliz, só não pode continuar guardando isso para você. Precisa fazer o pré-natal, se cuidar, tomar vitaminas.

_ eu sei, Elisa, estava fazendo, aí tive que vir para cá, preciso voltar a me consultar.

_ e o patrão já sabe?

Balanço a cabeça tímida.

_ por que ainda não contou? Ele vai ficar feliz em saber que será papai.

Sorrio com o que Elisa pensava do Bryan, mas eu havia ouvido aquela conversa. Sabia muito bem que o pai do Bryan me odiava e nunca aceitaria nós dois. Somos de mundos diferentes, e agora carregando três crianças, como teria coragem de falar isso?

_ não sei se ele vai aceitar essa gravidez tão bem, digo sincera, e ela vem ao meu lado e se senta.

_ filha, se ele não aceitar, mesmo assim é o pai, deve assumir a responsabilidade. Você não fez sozinha, não dê o braço a torcer. Mesmo sendo meu chefe, eu apoio você, mas diga, conte sobre a gravidez, tá bom, querida?

Balanço a cabeça. Realmente Elisa estava certa, se ele não quisesse me assumir, se casar comigo, ainda assim ele era o pai, precisava saber. Estava decidida a contar para ele sobre as crianças.

O dia passa rápido, e como sempre ele avisa que não jantaria em casa. Isso me irrita, já eram três dias sem vê-lo. O que era tão importante para ficar até tarde na rua?

Havia voltado para o outro apartamento, então não tinha como saber se ele estava na empresa ou não. Me arrumo, visto um conjunto bem chique de alfaiataria, decidida a ir à empresa dele.

Queria saber o que ele tanto fazia lá.

Meus cabelos presos em um rabo de cavalo destacavam os brincos de diamantes que ele deixou para eu usar. Desço e peço para Alfredo me levar à empresa.

_ boa tarde, senhora, para onde deseja que a leve?

_ para a empresa do Bryan, digo, e Alfredo me olha curioso e assustado com a minha decisão.

_ senhora, vai ao trabalho dele?

_ sim, digo com firmeza.

_ entendi.

Ele dirige direto para lá. Sabia muito bem que o senhor Alfredo queria me alertar para pensar melhor em ir lá, mas eu já estava decidida. Ia até lá e, se ele não gostasse, o problema era dele.

_ chegamos, senhora, ele diz e sai para abrir a porta para mim.

Agradeço, paro olhando o grande prédio espelhado. Desço e caminho para a entrada, logo dois seguranças me barram, me olhando dos pés à cabeça.

Todas as vezes que vim com ele, em nenhum momento entrei por ali, sempre pela entrada exclusiva dele e seu elevador privativo que dava direto ao apartamento.

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