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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 140

Liz

Os dias iam passando, e Bryan quase não ficava em casa, já que precisava viajar constantemente. O médico que veio de fora finalmente chegou e já fez minha consulta. Disse que os bebês estavam bem e que acreditava serem duas meninas e um menino. Me senti até aliviada em saber que ele teria um menino, já que não poderia mais ter filhos. Seriam duas meninas e um menino.

— Liz, o médico falou que você precisa se alimentar bem — Eliza diz, entrando no meu quarto, preocupada por eu ainda não ter descido para tomar café.

— Bom dia, Eliza. Já estava indo — digo, sorrindo para ela.

Depois que todos ficaram sabendo da minha gravidez de trigêmeos, eu estava sendo muito paparicada. Era tratada como uma princesa por todos. Geovana estava feliz por mim, já que Bryan havia assumido a gravidez. Amanda também. E as meninas do hotel ainda não sabiam; Bryan pediu que evitasse contar para mais pessoas. Ele tinha medo de que alguém pudesse querer fazer mal para mim e para as crianças.

Me levanto, tomo banho e desço para tomar café. Passo a manhã inteira com Eliza. Conversamos bastante. Ela fala sobre a filha, sobre o marido, e eu conto um pouco da minha história e de tudo o que já passei com minha madrasta.

— Nossa, querida... você já passou por tantas coisas. Graças a Deus você e o patrão deram certo. Desde o primeiro dia que ele te trouxe aqui, eu sabia que você era diferente.

— Será, Eliza, que ele realmente gosta de mim? — pergunto, ainda cheia de dúvidas.

Ele nunca tinha dito que me amava. Eu sentia que existia algo especial entre nós, mas Bryan era um homem poderoso, alguém que podia ter quem quisesse. Uma hora iria se cansar de mim e me mandar embora. E os meus filhos... isso era o que mais me assustava.

— Querida, pense em coisas boas. Dá para ver que ele te ama. Ele só ainda não percebeu isso. Também cresceu sem muito amor, tendo que se virar sozinho desde pequeno. Talvez isso o deixe inseguro — ela diz.

E, por um lado, eu concordava.

Sabia um pouco sobre o passado dele. Sabia que seu pai nunca se deu bem com ele, que o irmão o odiava... e agora ele havia descoberto que o próprio pai tinha tentado matá-lo. Não era fácil. Nem para ele, nem para sua mãe.

Fico olhando as notícias por um bom tempo, até que uma delas informa que o avô de Bryan havia recebido alta, mas que as empresas dos Bellucci estavam sofrendo uma crise.

Minhas mãos começam a tremer ao ler aquilo. Na mesma hora penso em Bryan, em como ele deveria estar lidando com toda aquela situação. Pego o celular e começo a ligar para ele. O telefone toca. Na quarta chamada, ele atende.

— Aconteceu alguma coisa, Liz? — pergunta imediatamente ao atender a ligação.

— Oi... como você está? Não te vi saindo e queria perguntar se está bem...

Por um momento, o telefone fica completamente mudo. Bryan não responde.

— Senhor, o que fazemos com esse infeliz? — escuto alguém perguntar do outro lado da linha.

— Mate. Se ele não confessar, pode matar todos — Bryan responde friamente.

Meu corpo inteiro gela. Meu peito aperta e meu coração dispara. O que estava acontecendo?

— Ok, senhor — o homem responde.

— Liz... você ainda está aí? — Bryan pergunta, percebendo meu silêncio.

— Estou... — digo com a voz trêmula.

— Você acabou ouvindo, não foi?

— Sim... — respondo com sinceridade.

— Liz, eu estou bem. Me desculpe por não passar mais tempo com você. Precisei investigar a fundo as pessoas que estavam me traindo. Não se preocupe... não vou deixar nada acontecer com você. Isso eu prometo. Vou proteger vocês.

— vi que seu avô estava doente... e que agora está melhor, que teve alta.

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