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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 141

Bryan

— Chefe, encontramos um daqueles homens que tentaram nos matar. — Kleber diz, entrando no escritório do galpão nas propriedades dos Bellucci, onde os inimigos eram mantidos presos e torturados para arrancarmos as informações que precisávamos sobre as traições dos homens do meu pai.

— Que bom. — digo, me levantando. — Me leve até ele.

Falo com ódio. Queria ver a cara do desgraçado que ousou tentar atirar em nós.

Caminho pelos corredores escuros, vendo alguns homens já ensanguentados. Há dias venho caçando todos eles. Ia mostrar para todos que quem ousasse me trair, eu iria até o inferno para matá-lo.

Kleber abre a porta, revelando um homem caído no chão, todo machucado.

Quando ele me olha, seus olhos se arregalam.

— Senhor… tenha misericórdia. Tenho família, tenho filhos para criar. — ele diz, implorando.

— Devia ter pensado nisso antes de atirar contra os meus homens tentando me acertar. Pessoas como você… eu quero ver mortas. — digo frio, olhando sem nenhum remorso para ele.

— Eu não quero morrer! Imploro! Eu juro que faço o que quiser, serei leal ao senhor! — ele pede, quase chorando.

Mas eu só conseguia sentir raiva. Alguém como ele tinha que morrer.

— Pessoas como você devem ser eliminadas. Mesmo que não tivesse atirado nos meus homens, pelas coisas que já fez, não merece viver. Merece ser torturado do mesmo jeito… só assim depois terá uma morte.

Ele me olha com medo.

Conseguia ver o terror em seus olhos.

Aquele homem era um pedófilo. Sequestrava crianças e as vendia, além de torturá-las.

Sinto uma fúria enorme.

Desde o dia em que prometi me tornar o líder, prometi para mim mesmo que eliminaria homens doentes como ele. Não aceitaria esse tipo de coisa na minha área. Enquanto eu pudesse, acabaria com todos que fizessem isso.

Seguro o pescoço dele, encarando seus olhos.

— Seu desgraçado… como teve coragem de fazer tamanha crueldade com aquelas crianças?

Aperto seu pescoço com uma mão só, deixando-o quase sem respirar. Ele começa a engasgar, e Kleber segura meu braço, me impedindo de continuar.

— Chefe, assim vai matá-lo.

Largo ele no chão.

Sem dó, ele cai de joelhos, reclamando de dor.

As horas passam rápido.

Olho o relógio e me xingo ao lembrar que havia prometido jantar com Liz.

— Droga… perdi a hora. — digo irritado comigo mesmo.

— O que foi, chefe? — Kleber pergunta preocupado.

— Acabei me atrasando. Kleber, cuide dele para mim. Quero que faça ele implorar pela própria morte. — digo, sorrindo ao olhar para ele no chão.

Saio dali, entro no carro e vou direto para o apartamento.

Quando chego, tudo já estava silencioso.

Entro procurando por Liz, mas nada.

Olho para a mesa com tudo montado. A comida parecia boa demais.

Me sirvo e provo, sentindo o tempero diferente do da Elisa.

Então percebo que Liz devia ter feito aquilo para mim… e eu havia dado um bolo nela.

Me xingo mentalmente.

Como quieto e depois subo.

Entro no meu quarto procurando por ela, mas nem sinal.

Ela estava realmente com muita raiva.

Tomo banho, visto uma roupa confortável e vou procurá-la.

Paro em frente ao outro quarto, mas a porta estava trancada.

— Droga!

Bato na porta e nada.

Redação

— Liz… ainda está acordada? Vamos conversar.

Mas ela não responde.

Pego o celular e ligo.

Ligo várias vezes.

O telefone dela nem sequer toca.

Ela tinha coragem.

Liz era a única mulher que ousava me desafiar. A única que teria coragem de trancar a porta na minha cara.

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