Capítulo 147-
Liz
Acordo sentindo o vento da manhã. Abro meus olhos e o vejo parado na varanda, só de calças, sem camisa. Suas costas definidas, seus músculos mostrando o quanto era forte e grande, os cabelos bagunçados pelo vento. Que visão perfeita eu estava tendo. O céu azul, sem nuvens.
O lugar aqui era um dos mais caros para se viver, já que só possuía mansões e cada terreno era imenso.
Bryan se vira, percebendo o meu olhar, e sorri.
_ Bom dia, acabei te acordando, né? Pergunta, caminhando até mim.
_ Não, eu que já dormi demais mesmo, digo sorrindo.
_ E você, por que não foi tomar café ainda? Pergunto para ele.
_ Queria te esperar. Tem coisas aqui que ainda não te contei, ele diz sério, e eu olho surpresa.
_ Algo sério? Pergunto com medo de descobrir algo que não goste.
_ Uma parte eu já te falei, sobre meu pai e meu irmão.
Balanço a cabeça, lembrando que o pai dele o drogou e isso quase custou sua vida. Ele acabou ficando estéril.
_ Lembro... digo.
_ Então, por minha mãe, ele ainda está morando aqui, junto com ela e meu irmão. Temo que, quando ele souber dos nossos bebês, possa fazer algo. Por isso, prefiro que fique ao meu lado. Não quero que fique pela casa sozinha, tudo bem?
Olho para ele com medo. Realmente, se seu pai tentou matar o próprio filho, quem diria os seus netos...
_ Confio em você. Não vai deixar ele fazer nada contra nossos filhos, não é? Mas não podemos ficar em outro lugar?
_ Claro. Pretendo, depois de hoje, ficar na mansão do vovô, a não ser que queira ficar em uma das minhas propriedades. Só imaginei que você, como não conhece ninguém, se sentiria entediada, e a vovó pode fazer companhia.
_ Pode ser. Se sua avó me aceita, vou amar ficar com eles.
_ Que bom. Vamos tomar café?
Confirmo com a cabeça. Faço minhas necessidades e o Bryan se troca também. Escolho algo mais confortável e comportado. Estava na casa da família dele e não queria parecer vulgar com roupas curtas. Visto um vestido longo simples, pretinho, amarro meus cabelos em um rabo de cavalo e coloco uns brinquinhos de esmeraldas que ele havia me dado, e o meu anel, que não tirava por nada.
Descemos. Alguns funcionários nos recebem com sorrisos. Bryan me guia até o salão onde é servido o café. Carmem nos recebe com um sorriso de canto a canto.
_ Buongiorno! Ela dá bom-dia para nós.
_ Buongiorno, Carmem! Digo.
Bryan cumprimenta também e me puxa para entrar no grande salão. Quando entramos, a mãe dele nos encara junto com seu pai, que aparentava estar muito abatido, a face envelhecida. Parecia que ele havia envelhecido uns dez anos desde a última vez que o vi.
_ Meu filho! Carol se levanta e vem abraçá-lo. _ Ninguém me avisou que viria. Quando acordei foi que fiquei sabendo. E ela, por que veio? Ela pergunta, parecendo que não sabia de nada sobre nós dois, já que aponta para mim e pude entender que se referia a mim.
_ Oi, mamma. A Liz agora é minha esposa, ele diz, e ela arregala os olhos, surpresa.
_ O quê? Vocês se casaram? Como quer controlar a máfia? Além de não poder ter mais filhos, ainda se casa com uma qualquer? Ele diz bravo.
_ Não cabe mais ao senhor decidir. Isso é entre eu e meu avô, senhor Bruno, Bryan diz frio.
_ Entendo, mas ainda sou seu pai, não é mesmo?
_ Não acho que seja. Que pai faz o que fez com seu filho? Ele diz frio, sem sentimento.
_ Por favor, parem de brigar. A senhora Carol começa a passar mal e Bryan corre para segurá-la.
_ Mamma, mamma, se acalme. Não vamos mais brigar e nem falar sobre a máfia, ele diz, conduzindo-a até a cadeira e ajudando-a a se sentar.
_ Tudo bem, vamos tomar o café em paz. Não tenho mais idade para ver vocês brigando.
_ Tá bom, mamma.
Ele diz me encarando. Não entendi tudo, já que conversaram em italiano, mas sabia que uma parte era sobre mim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira