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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 149

Liz

Acordo olhando o quarto que a avó do Bryan preparou para mim. Estava me sentindo tão paparicada ali. Nunca imaginei que eles me tratariam tão bem.

Me levanto, faço minha higiene pessoal, visto um conjuntinho claro em tom pastel e deixo meus cabelos soltos. Hoje a vovó e a mãe do Bryan vão me levar para sair em algumas lojas. Elas querem comprar algumas coisas para as crianças. Falei que ainda estava cedo, que estava com três meses, mas elas insistiram.

Me arrumo e desço. Quando chego à sala, vejo a vovó sentada tomando café.

— Bom dia — digo, e ela me olha sorrindo.

— Bom dia, criança — ela responde em seu português perfeito.

— A senhora fala muito bem português — digo, e ela sorri.

— Pode me chamar de vovó, querida. Eu e o vovô viajamos muito para o Brasil. Não só nós, mas muitos conhecidos daqui. Tenho certeza de que você não ficará tão perdida, já que muitos falam a sua língua. Então não se preocupe em tentar falar a nossa. Pode falar a sua que entendemos.

— Obrigada, vovó — digo sorrindo.

Tomo café com ela. Ela me conta muitas coisas que o Bryan fazia quando era bebê. Falou que depois me mostraria as fotos dele pequeno. Sorrio com as histórias dele e com o quanto era inquieto.

— Ele sempre foi assim, o clone do seu avô. Não sei como ele pode ser filho do Pedro. Parece mais nosso filho — ela diz, engraçada.

— E o seu filho, vovó? Será que ele não sente ciúmes dos pais dele? — pergunto, e ela me olha pensativa.

— Não sei. Sempre demos de tudo para ele, e ele deveria ficar feliz que seus pais gostam muito do seu filho, e não o contrário. Sempre defendendo o Bryan. Desde que Bryan era pequeno, Pedro o desprezava e, cada vez que o deixava de lado, seu avô se aproximava mais, vendo como ele era idêntico a ele.

— Entendi. Então o pai do Bryan nunca o tratou igual ao irmão.

Ela balança a cabeça, confirmando o que havia falado.

Logo a mãe do Bryan aparece para nós três sairmos.

Quando chegamos à loja, somos recebidas por uma vendedora que me olha dos pés à cabeça.

— Sejam bem-vindas, senhora Bellucci. Então essa é a garota que está grávida? — a atendente, que deveria conhecer muito bem elas, pergunta em italiano.

— Ah, sim. Pode me trazer algumas roupinhas das novas coleções para meninos e meninas.

A atendente fica curiosa para saber por que ela queria logo os dois sexos.

Mas logo manda as funcionárias trazerem tudo. Elas me entregam um monte de roupinhas e caixas com sapatos, babadores. Começo a olhar cada roupinha encantada com tudo. Muitas ali eram feitas à mão, com bordados delicados, mas os valores me assustavam. Tudo muito caro, uma fortuna em cada peça.

— Vamos, filha, escolha algumas — ela diz, me mostrando um macacão azul de menino e outro de menina.

— Vovó, é muito caro — digo, e as duas sorriem.

— Não se preocupe com dinheiro. Deixe isso para os homens. Nosso dever é só gastar, querida.

As duas riem para mim.

Escolhemos algumas roupinhas, mas logo elas me levam para outras lojas. Elas encomendam berços, toalhas, lençóis, tudo que uma criança precisa. Fico até assustada com elas.

— Mas vamos voltar para o Brasil — digo, e elas sorriem para mim.

— Filha, quando vier nos visitar, as crianças têm que ter o quartinho delas, não é mesmo? Tenho certeza de que Bryan vai providenciar tudo para os bebês.

— Obrigada, vovó. Obrigada, senhora Carol, por aceitarem os meus filhos. Não sabem o quanto eu estou feliz — digo quase chorando, e elas seguram minha mão.

— As crianças são o nosso tesouro, Liz. Você não sabe o quanto contribuiu para nossa família. Bryan nunca demonstrou interesse em nenhuma mulher. Você foi a primeira. Mesmo que seu avô não permitisse, eu iria apoiar vocês juntos... — a senhora Carmelita diz, me emocionando ainda mais.

A tarde passa rápido. Chegamos à mansão já no final da tarde, já que almoçamos fora. Bryan e o senhor Derik ainda não haviam chegado.

Resolvo descansar um pouco, já que meus pés estavam doloridos por ter andado muito.

Imaginava até a senhora Carmelita o quanto não deveria estar cansada.

Acordo sonolenta ainda por ter dormido a tarde toda. Pego meu celular e começo a olhar as mensagens.

Geovana diz que está com saudades, mas que os preparativos para a nova loja estavam indo muito bem, me deixando muito feliz. Converso sobre as coisas de lá. Ela me conta sobre a Cristiana, que foi pega pela esposa do prefeito e torturada. Seus cabelos foram arrancados um por um. Ela estava toda quebrada. As duas estavam morando em uma quitinete.

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