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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 151

Bryan

O dia foi corrido. Passei o dia com o vovô e o senhor Pontal. Depois que meu avô falou das suas suspeitas, começamos a investigar a fundo sobre a mãe da Liz. Meus homens lá no Brasil descobriram que ela realmente se chamava Fernanda Pontal Gonçalves. Ela não tinha família no Brasil e ninguém nunca soube de onde ela veio, mas seus documentos foram tirados no Brasil há mais de 22 anos, ano em que a filha do senhor Pontal desapareceu, depois que seu pai anunciou que se casaria com o filho do seu amigo Getúlio.

E ninguém nunca mais soube do seu paradeiro. Mesmo ele colocando muitos homens atrás dela, ela conseguiu se esconder naquela pequena cidade, por isso ninguém nunca a achou.

— Senhor, o teste já saiu. — Um dos meus homens entra com os papéis na mão.

O senhor Pontal estava emocionado. Ele enfim iria saber do paradeiro da sua filha. Mesmo ela tendo morrido, havia deixado uma neta, e essa neta havia voltado para a família pelo destino. Parecia algo inacreditável.

— Obrigado. — Digo para ele, que se retira e nos deixa a sós.

Na sala estavam eu, meu pai, Enzo e sua neta, Nathalia, que me lembrava muito a Liz, até seu jeito de falar. Enzo não disfarçava seus olhares para ela, de quem estava apaixonado. Nathalia era mais velha que a Liz dois anos, a única herdeira do senhor Pontal, e por isso ele queria casá-la comigo. Mas agora eu estava casado com sua outra neta, deixando-o ainda mais feliz.

— Senhor Pontal, aqui está. Acho melhor o senhor ser o primeiro a ver o resultado, se ela é ou não sua neta de sangue.

— Claro que é. É só olhar para a Nathalia, elas são muito parecidas. — Meu avô diz, convencido.

— Quero conhecer minha prima. Se ela for mesmo minha prima, eu terei vários sobrinhos. Ai, meu Deus, que loucura! — ela diz animada.

Eu sorrio para ela, encantado com tanta semelhança.

Ele pega o papel e começa a folhear. Logo fica sério. Seus olhos, de uma vida longa, já se enchem de lágrimas.

— Senhor, obrigado. O senhor trouxe minha neta. Ela é minha neta mesmo. — Ele diz emocionado, olhando várias vezes o papel.

— Como estou feliz! Sua esposa é minha prima. Quando posso vê-la? Queria hoje mesmo conhecê-la. — Ela diz empolgada. — Hoje vamos comemorar. Posso ficar mais tempo com ele aqui, né, vovô?

Ela pergunta, e ele balança a cabeça, deixando, já que também estava muito feliz e não via a hora de ver sua neta.

Logo meu avô e ele vão embora. Eu queria ir também, estava com saudades da Liz. Esses dias foram uma correria, investigando sobre sua mãe e outras coisas que achei erradas lá dentro da máfia. Precisava colocar tudo em ordem antes de retornar ao Brasil e sabia o quanto ela já deveria estar querendo voltar.

Ficamos lá no restaurante, na parte privada. Enzo aproveitava para conquistar a Nathalia. Ele também convidou nossos dois amigos, Fabricio e Nathan, que chegaram muito rápido. Fazia tempo que eu não ficava assim com eles, então acabei me deixando levar e esqueci de avisar a Liz que iria demorar.

— Nathalia, você gosta de alguém? — Enzo pergunta do nada para ela.

Olho surpreso com a coragem do meu amigo, e os outros riem.

— Não. Acho que não devo gostar de ninguém. Meu avô escolherá alguém para eu me casar. Não tenho o direito de me apaixonar. Você não acha? — ela diz sincera.

Todos ficamos com pena dela. Seu avô é quem iria escolher com quem ela deveria se relacionar, mas isso já é coisa do passado e será uma das coisas que mudarei na máfia.

— Que tal brincarmos de Verdade ou Desafio? Quem perder escolhe verdade ou desafio. Se não cumprir, terá que beber. — Nathan diz.

Todos concordamos.

— Nathalia, acho melhor não participar. Seu avô logo mandará alguém buscá-la. Se estiver bêbada, ele não vai gostar.

— Não vou perder. — Ela diz confiante.

— Tá bom, então.

Começamos, e na primeira rodada Fabricio perde e escolhe verdade.

— Eu quero me casar com a Débora, mas ela me traiu.

Todos olham surpresos. Como pode a namorada dele traí-lo e ele não fazer nada?

— Se ela te traiu, mata ela. — Nathan diz friamente.

— Não é assim. Acho melhor ele deixá-la e seguir sua vida.

— Vamos continuar. — Enzo diz.

Dessa vez a garrafa para em mim, e Nathalia seria quem faria as perguntas.

Todos me olham, mas Nathalia parece se divertir.

— Bryan, é a sua vez. — ela diz, rindo.

Mas logo o silêncio atinge todos.

Liz invade a sala nos olhando. Seus olhos estavam carregados de desconfiança. Ela olha para Nathalia com raiva, analisando-a dos pés à cabeça ao meu lado, mas eu só conseguia ver como ela estava linda com aquela roupa. Suas pernas de fora, bem torneadas. Ela era tão linda. Mesmo Nathalia se parecendo com ela, Liz conseguia ganhar na beleza. Seus traços eram mais delicados, seus lábios desenhados. Ela era perfeita, mesmo grávida.

— Me desculpa, Bryan. Acabamos vindo para este restaurante e nos informaram que você estava aqui, então sua mulher quis vir. — Valentina se explica, irmã do Enzo.

— Então era esse o seu trabalho? Enquanto estou sozinha na mansão com seus avós, você está aqui bebendo e se divertindo com seus amigos e com mulheres? — ela diz feroz.

Meus amigos me olham sem entender o que estava acontecendo.

— O que você está falando, Liz? Vem aqui.

Chamo ela, mas ela se recusa a se aproximar, me olhando com raiva, como se quisesse me matar.

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