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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 152

Capítulo 152

Liz

Acordo cedo depois de uma noite agitada. Entendi errado o Bryan e acabei sendo muito grossa na frente de todos os amigos dele. Olho ao meu lado e ele ainda continuava dormindo, sua expressão relaxada. O lençol mal cobria seu peitoral, e eu reparava em como ele era definido. Juro que minha mão coçava para tocá-lo, mas só fico ali admirando-o dormir, olhando seu rosto tranquilo. Era quase impossível vê-lo assim. Ele sempre acordava antes de mim, parecia até que não dormia, mas hoje estava lá, dormindo como nunca.

— Bom dia! — uma voz grossa e baixa me assusta.

Bryan parecia ter percebido que eu o admirava, porque simplesmente abre os olhos e fica me olhando. Seu sorriso safado em seus lábios me deixava sem graça, e juro que não sabia o que fazer.

— Bom dia! — digo tímida por ter sido pega.

— Por que está tão vermelha? — ele pergunta, me provocando com aquele sorriso de lado.

— Só estou com calor — minto, tímida, me levantando, mas ele segura minha mão e me puxa para seus braços.

— Mas já vai fugir? — diz, beijando meus cabelos e me prendendo ao seu corpo.

— Achei que já fosse levantar? — digo.

— Não, vamos ficar mais um pouquinho assim, tudo bem?

Ele pergunta e eu concordo, ficando em seus braços. Meu corpo parecia responder ao carinho de forma diferente, como se tivesse reacendido um desejo adormecido. Minha intimidade ansiava por ele, por senti-lo. Então eu simplesmente levanto minha cabeça, olhando para ele, e o beijo, deixando-o sem reação. Nosso beijo começa a se intensificar, Bryan começa a me tocar de todas as maneiras possíveis, me provocando como nunca.

Tomamos banho juntos. Ele me ajuda a pentear meus cabelos e secá-los, e logo descemos para tomar café. Hoje vamos ter um jantar em família, também para eu conhecer meus avós Pontal. Estou um pouco nervosa, não sei se eles vão gostar de mim.

— Bom dia, minha neta... — a vovó diz ao me ver entrando com Bryan. — Bom dia, meu filho.

— Bom dia, vó.

— Bom dia, vovó — digo também a ela.

— E meu avô, já tomou café? Hoje acabamos ficando mais tempo na cama — Bryan diz, se explicando por ter demorado.

— Entendo, meu filho — ela diz com malícia, sabendo o motivo de termos demorado. — Seu avô teve que sair, mas logo volta para o almoço.

— Entendo — ele diz, se sentando junto de mim.

Tomamos nosso café. Vovó pergunta sobre ontem e o que estou achando do que tinha acabado de descobrir.

— Vó, ainda não conheci os senhores Pontal, só a Nathalia, que foi muito carinhosa comigo. Mas estou muito feliz em saber que tenho uma família. Meu sonho sempre foi ter uma, já que a minha nunca foi uma de verdade.

A vovó arregala os olhos.

— Como assim, querida? Seus pais não cuidaram de você?

— Minha mãe morreu cedo, eu tinha 10 anos. Meu pai se casou de novo com a amante dele, que tinha uma filha mais velha. Então ele começou a me deixar de canto e cuidar só da nova família. Mas, graças a Deus, hoje estou bem. Tenho uma família e vocês agora — digo feliz, sorrindo.

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