Bryan
Já estávamos há um dia na ilha. Olho ao meu lado e vejo Liz dormindo profundamente. Depois de um dia cansativo, em que acabamos aproveitando cada momento juntos, resolvo me levantar.
Faço minha higiene pessoal, visto uma bermuda e uma camiseta e desço para preparar o café da manhã para ela. Já na cozinha, pego uma frigideira, coloco no fogão e quebro três ovos. Em outra, frito algumas fatias de bacon. Também coloco água para ferver e preparo um café bem forte. Ela devia estar com saudade do Brasil, já que lá adoram um cafezinho passado na hora.
Preparo ainda um suco de laranja e monto a mesa. Como eu havia pedido, os funcionários já tinham limpado toda a bagunça que deixei ontem e trouxeram pães fresquinhos, bolos e frios. Organizo tudo com carinho para o café da manhã.
Quando estou terminando, vejo Liz entrar na cozinha mais surpresa do que nunca.
— Bom dia! Assim você vai me mimar demais... — diz ela, sorrindo para mim.
Liz estava radiante. A gravidez a deixava ainda mais bonita, e sua barriga já começava a aparecer. Também não era para menos: eram três bebês. Eu imaginava o quanto devia ser difícil carregar três crianças ao mesmo tempo.
— Quero mimá-la mesmo. A senhora Bellucci merece ser tratada como uma rainha. — digo, e ela sorri, vindo até mim para me dar um beijo.
— Bom dia, querida. Pode se sentar. Vamos tomar café e depois caminhar pela ilha. O que você acha?
— Sério? — pergunta animada. — Estou amando tudo isso aqui, Bryan. O que aconteceu com aquele Bryan de antes?
— Kkkk. Por quê? — pergunto, rindo.
— Porque você nunca foi tão carinhoso assim.
— Gosta dessa nova versão?
— Amo muito.
— Então prometo que sempre vou ser assim.
Ela sorri feliz e se senta. Tomamos café juntos. Ela come pão com ovos e bacon, depois prova um pedaço de bolo. Assim que terminamos, saímos para caminhar pela ilha.
— Olha que lindo! — diz ela, correndo em direção à praia.
Logo tira os chinelos e corre descalça, sentindo a areia nos pés. Paro por um instante apenas para observá-la. Fazia tempo que eu não a via tão feliz.
Faço o mesmo e piso na areia fina. Aquela sensação me faz lembrar do dia em que estive na praia com ela segurando o bebê de sua amiga. Olho para Liz e imagino que, em breve, estarei ali com nossos três filhos. Esse pensamento me traz paz. Faz eu me sentir diferente.
Ela pega um punhado de areia e j**a em mim.
— Ei! — exclamo.
Liz apenas ri.
Ela era diferente de todos ao meu redor. Conseguiu mudar aquilo que eu mais temia na vida: construir uma família. Graças a ela, agora eu sabia exatamente o que significava ter uma.
— Não vem me pegar! — grita, jogando mais areia em mim e sujando minha roupa.
— Então é assim? — digo, correndo atrás dela.
Mesmo correndo, não demora para que eu a alcance. Em segundos, já a tenho nos braços.
— Bryan, o que pretende fazer? — pergunta desconfiada.
— Você vai ver...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira