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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 172

Liz

Abro meus olhos devagar. A claridade que atingia meus olhos me incomodava. Escuto vários barulhos de aparelhos, como se estivesse em alguma sala hospitalar. Minha mente estava confusa, meu corpo doía e, principalmente, minha cabeça. Ao abrir meus olhos, reconheço os de Bryan, que me olhava apreensivo. Ele começa a falar, apertando minha mão.

— Querida, que susto você me deu.

Ele diz, e fico confusa, tentando entender o que havia acontecido. Não lembrava. Então toco em minha barriga automaticamente, mas ela estava pequena. Sinto um curativo nela e começo a me desesperar.

— O que aconteceu, Bryan? Cadê meus filhos? — digo em uma angústia. O desespero toma conta de mim, meu coração se aperta.

— Calma, amor, fique calma. Você ainda não pode se levantar. As crianças estão bem. O doutor teve que fazer uma cesárea de emergência. Graças a Deus, estão bem. Vão ficar na incubadora.

— Jura que estão bem? — pergunto ainda angustiada. Parecia que tinham arrancado eles de mim. Sentia um vazio. Eles estavam ao meu lado e agora acordo e não os sinto mais.

— Liz, se acalme. Está tudo bem. Você e eles só precisam ficar fortes para irmos embora.

— Eu preciso vê-los, Bryan? — digo, não acreditando ainda que meus filhos estão bem. Sentia que havia perdido eles e que Bryan estava me escondendo alguma coisa.

— Liz, não pode. Eles são muito pequenos e estão nas incubadoras, mas logo o doutor pode liberar para vê-los.

— Você jura? — digo mais uma vez, querendo acreditar em cada palavra dele.

— Eu juro, amor. Nossos filhos são fortes.

Ele diz, me deixando mais aliviada, mas então as lágrimas correm dos meus olhos.

Não sabia por quê, mas sentia uma tristeza, uma dor, uma culpa por estar ali. Tento lembrar como havia terminado daquele jeito e as lembranças vêm como flashes em minha mente. Lembro de estar entediada na cama, me levantei para tomar banho e comecei a passar mal. Foi aí que tudo escureceu.

— Querida, você está sentindo alguma dor? Precisa que eu chame o médico? Não me assuste, me diga alguma coisa.

— Lembrei de tudo. Eu... — respiro para continuar falando. — Eu inventei de tomar banho sozinha. A culpa foi minha, amor...

Digo com os olhos cheios de lágrimas, me sentindo tão culpada.

— Não foi sua culpa. Não se culpe. Você passou mal, ninguém podia prever. O importante é que vocês estão bem.

Ele diz, me dando conforto.

Mas eu sabia. Sabia que a culpa era minha. Sabia que, se eu não tivesse inventado de ir tomar banho sozinha, nada disso teria acontecido.

Queria tanto voltar no tempo. Se meus filhos não estiverem bem, juro que nunca vou me perdoar.

— Liz, olhe para mim. Você precisa ser forte, tá? Nossos filhos precisam de força. Não se culpe. Foi algo inevitável. Aconteceu, mas graças a Deus vocês estão bem.

Bryan diz tão firme, me deixando mais tranquila. Eu era a única que estava me julgando. O que ele falou estava certo. O importante era as crianças estarem bem. Agora eu precisava me recuperar logo para ficar com eles.

— Obrigada. Eu só queria que eles nascessem saudáveis, mas agora é rezar para eles ficarem bem.

Bryan balança a cabeça, vindo me abraçar e limpando as lágrimas dos meus olhos que escorriam sem eu nem perceber.

— Deite e descanse. Logo o doutor vem para examiná-la.

Ele diz. Fico ali deitada e as horas vão passando. O sono vai chegando. Os efeitos dos remédios que havia tomado começam a fazer efeito, me deixando sonolenta.

Acordo no susto, olhando ao redor e lembrando de onde estava. Olho para o lado e Bryan não estava ali. Estava sozinha naquele quarto. Tento me levantar devagarinho, sem fazer muita força, já que havia feito uma cesárea. Quando consigo descer com cuidado, calço a pantufa que estava ao lado da cama e vou até o banheiro. Faço minhas necessidades e saio, olhando para ver se encontrava alguém.

Uma enfermeira passa e me aproximo dela.

— Enfermeira, onde estão os meus trigêmeos?

Pergunto, e ela fica sem entender, me encarando de um jeito muito sério.

— Trigêmeos?

— Tem algum prematuro aqui?

Ela me encara, mas logo responde:

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