Liz
Estou sentada depois de ter dormido de novo. Bryan havia me trazido almoço, e minha família veio me visitar: vovô, vovó, tia, Nathalia e Enzo. A Geo me ligou angustiada, querendo vir o mais rápido possível me ver, mas eu falei para ela que, como havia muita coisa para resolver, era melhor ficar lá e assumir tudo, já que eu não teria cabeça para voltar a trabalhar por um tempo.
Bryan estava sentado lendo um jornal, com a camisa social um pouco aberta, já que a gravata devia estar incomodando. Ele praticamente permaneceu no hospital comigo e não voltou para casa.
Estava preocupada com ele, já que não descansava nada. Mesmo eu mandando que fosse para casa, ele continuava ali. Apenas pedia para o senhor Henrique cuidar de tudo e para um funcionário trazer suas roupas. Ele estava tão lindo sob a luz da janela aberta. Seus cabelos estavam mais charmosos do que nunca. Estava tão concentrado na leitura que não percebeu quando acordei e fiquei admirando-o.
— Oi! — digo, chamando sua atenção.
Ele me olha com aquele sorriso.
— Acordou. Como está se sentindo? — pergunta, como sempre preocupado comigo.
— Estou me sentindo bem. O doutor falou que estou muito bem e logo terei alta — digo, lembrando das palavras dele, de que os bebês são muito fortes e que logo poderei pegá-los no colo. A minha guerreirinha, que teve que operar, está em outra sala. Ele prometeu que eu poderia ir visitá-la. Estou tão ansiosa. Eu e Bryan escolhemos o nome dela como Alice, e os outros são Alex e Aline. Meus três bebês... Eu amava tanto aqueles pequeninos. Meu coração transbordava de amor.
— Minha esposa é muito forte. Isso eu sempre soube. — Ele diz, levantando-se e caminhando até mim. Se aproxima e me beija. Seus lábios quentes, como sempre, despertavam em mim a mesma sensação de todas as vezes. Eu amava aquele homem.
— Estou com tanta saudade... — sussurro para ele, que sorri ao me olhar, sabendo ao que estava me referindo, mas que por um bom tempo ainda não poderíamos ter.
— Não vejo a hora de vocês ficarem bem. Juro que, quando se recuperar, vou cobrar todos os dias que me deixou de castigo.
Pela primeira vez desde que vim para o hospital, eu sorri de verdade. Hoje eu estava me sentindo melhor e cheia de esperança de pegar meus bebês nos braços.
— Kkk... Eu deixei você de castigo? — digo sorrindo, enquanto ele rouba mais um beijo.
— Melhor você comer um pouco. O que acha? — Ele pega meu almoço e me entrega.
Pego agradecendo e começo a comer. Não estava com muita fome, mas queria me alimentar bem. Precisava ficar forte e me recuperar o mais rápido possível.
A tarde passa, e o doutor entra no quarto sorrindo ao nos ver conversando.
— Boa tarde. Vejo que minha paciente está ótima, pronta para receber alta. Acredito que você, senhorita Liz, está muito bem. O corte da cirurgia está sequinho e não houve nenhuma complicação, graças a Deus. Ou seja, pode ir para casa.
Olho para Bryan. Eu queria ir, mas meus filhos ficariam ali, e isso ainda me deixava triste. O doutor percebe meu semblante.
— Não se preocupe. Você poderá vir todos os dias vê-los. Acredito que eles ficarão entre três e quatro meses aqui, Liz.
Olho para Bryan apreensiva. Eles ficariam ali por todo esse tempo.

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