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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 178

Bryan

O dia foi puxado. Tive alguns problemas com um dos nossos homens, já que eles queriam que Bruno e seu filho retornassem para a máfia. Mesmo sabendo de tudo o que eles fizeram, da tentativa de me matar e de tudo o que Bruno fez para esconder esse segredo, ainda assim alguns mafiosos antigos, aliados dele, queriam que eu desse uma chance, afinal, ele era meu irmão e Brendo, meu sobrinho.

Mas deixei bem claro para todos: os dois nunca mais colocariam os pés na Máfia Bellucci. Também deixei todos os meus homens avisados: se algum dos dois ousasse aparecer no prédio Bellucci, era para expulsá-los, jogá-los na rua e, se insistissem, atirar para matar.

Depois que todos ficaram sabendo da minha ordem, os murmúrios começaram. Muitos passaram a falar mal de mim pelas costas. Mas, como eu não sou tão bonzinho quanto meu avô era, deixei outro aviso: qualquer um que não concordasse com a minha decisão ou continuasse espalhando comentários que não me agradassem também seria expulso daqui.

Depois que assumi o comando, os lucros aumentaram, nossas alianças se expandiram e agora eu estava tentando firmar uma parceria com o xeique Amyr, um dos líderes da Arábia Saudita. Ele dominava boa parte dos negócios por lá, e eu precisava pensar em uma proposta vantajosa para nos aliarmos sem envolver casamentos entre as famílias. Eu sabia muito bem como funcionavam aquelas tradições, com várias esposas e haréns. Nunca permitiria que uma das minhas filhas entrasse em uma união daquelas apenas para aumentar nosso poder.

Quando recebo a ligação da Liz, meu coração dispara. Ela me liga despejando um monte de coisas, como se eu estivesse desrespeitando-a, e isso eu jamais faria.

Acabei vindo para o restaurante com eles, mas já estava de saída. Ver a Liz todos os dias e não poder tocá-la estava se tornando quase insuportável. Ela estava tão linda...

Despedi-me de todos e voltei para casa às pressas.

Quando chego, sinto o silêncio da casa. Entro primeiro no quarto das crianças, cumprimento as babás e vou olhar meus pequenos, que dormiam tranquilamente. Dou um beijinho em cada um deles e sigo para o nosso quarto.

Quando abro a porta, Liz está sentada na cama, mexendo no celular, claramente chateada.

Sem entender por que ela havia brigado comigo, pergunto:

— Por que está me ignorando, Liz? E como pode dizer que nossa família não é importante para mim?

Ela sorri de lado, coloca o celular sobre a escrivaninha e me encara com raiva.

— Por quê? Você some o dia inteiro. Está cada vez mais difícil te ver. Quando estamos juntos, sempre tem nossos parentes, os bebês... e, muitas vezes, quando você chega, eu já estou dormindo. Você me evita, Bryan. Evita ficar comigo.

Ela despeja todas as suas queixas, mas, estranhamente, aquilo me faz relaxar. Finalmente eu entendia o que ela estava sentindo.

Sorrio.

— Você sabe muito bem por que estou te evitando, não sabe?

— E por que eu saberia?

— Liz... quantas vezes eu te procurei e você me rejeitou? Acha mesmo que sou de ferro?

Digo isso para que ela entendesse que eu também estava me segurando. Então continuo:

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