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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 177

Liz

Bryan tomou café, subiu para tomar banho e saiu. Nossas vidas estavam voltando ao normal aos poucos. Não foi fácil ter os três no hospital. Nossa rotina virou de cabeça para baixo, mas agora eles estavam bem, crescendo saudáveis.

Meu corpo também estava voltando ao normal. Claro que nunca mais seria o mesmo. Eu engravidei, engordei, mas já me sentia bem. Sabia que tinha mudado e que precisava de um tempo para mim, para me cuidar mais e também para pensar em nós dois.

Passei no quarto dos pequenos, pois já era hora de descer com eles para o banho de sol. Vovó disse que viria todos os dias para levar as crianças e aproveitar cada momento com elas, afinal, cresciam muito rápido.

Quando olhava para eles, nem parecia que eram aqueles bebezinhos que cabiam na palma da minha mão, tão roxinhos que nem dava para imaginar como ficariam. Agora, Alex, todo gordinho, mexia os pezinhos sem parar, chutando o ar. Alice continuava sendo a mais dorminhoca, e eu sempre precisava acordá-la para mamar. Já Aline era esperta e chorava exigindo o leite dela. Cada um já mostrava sua própria personalidade.

— Querida...

Vovó entrou no jardim onde estávamos. As babás me ajudavam com os bebês, enquanto ela logo pegava um deles no colo.

— Como ela está gordinha! Quem é essa?

Sorri.

— Vovó, essa é a Alice, a mais preguiçosinha. Olha só... vive dormindo.

Apontei para Alice, que cochilava tranquilamente no carrinho.

— Meu Deus... são tão perfeitinhos...

Vovó dizia completamente encantada pelos bisnetos.

Peguei Alex no colo e fiquei um pouco com ele. Depois troquei com vovó, pegando Aline e, por fim, Alice, que ainda dormia. Acordei minha pequena com vários beijinhos. Ela se espreguiçou devagar e abriu aqueles olhinhos verdes tão perfeitos, olhando diretamente para mim.

Naquele instante, eu simplesmente me derretia.

Eu os amava.

Amava com toda a minha alma.

Meus filhos eram tudo para mim.

A noite chegou. Olhei para o relógio para ver se Bryan já estava voltando. Ele havia dito que chegaria às oito, mas já passava das nove e nada.

Eu estava no quarto dos bebês, arrumando-os para dormir.

— Senhora, não se preocupe. Eles são muito bonzinhos — disse Leonora, uma das babás.

— Obrigada, meninas. Leonora, Bárbara, qualquer coisa podem me chamar, está bem?

— Pode deixar, senhora.

As duas eram uns amores com as crianças. Eu não poderia ter escolhido babás melhores.

Fui para o meu quarto, tomei um banho e, depois de me trocar, olhei o celular. Bryan nem havia visualizado a mensagem que eu tinha enviado.

Resolvi ligar.

O telefone chamou duas vezes. Na terceira, ele atendeu.

— Oi, amor...

Escutei vozes, música ao fundo e imaginei que ele estivesse em algum lugar movimentado.

— Você disse que viria cedo, Bryan. Onde você está?

— Querida, acabei parando em um restaurante com o Enzo e os outros para falar sobre trabalho. Acabamos jantando por aqui.

Senti meu peito apertar.

Eu estava presa em casa. Minha vida girava em torno dos nossos filhos, enquanto ele saía, encontrava os amigos... Parecia não pensar em mim, nem percebia que eu também precisava de atenção, de carinho, de me sentir desejada.

— Entendo... Seus amigos são muito mais importantes do que eu e seus filhos. Tchau.

Desliguei.

Ele começou a me ligar sem parar, mas simplesmente ignorei. Coloquei o celular no silencioso e comecei a responder minhas mensagens.

"Liz, logo estarei aí para ver meus sobrinhos. Amiga, aqui, graças a Deus, está uma loucura. Como você faz falta! Espero que volte para o Brasil. Não quero que eles cresçam longe de mim."

Era Geovana.

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