Depois da festa de 18 anos, Aline viajou no dia seguinte para a Arábia Saudita com suas amigas, Camila e Débora. Elas eram amigas desde o fundamental, e os pais da Camila também pertenciam à máfia, enquanto o pai da Débora era dono de vários shoppings, uma família muito rica.
Aline, ao se despedir dos pais, Bryan avisou que ela deveria se comportar naquele lugar, já que havia muitas leis diferentes das daqui, e que elas precisariam se cobrir por respeito. Ele também disse que iria pedir que alguém de confiança cuidasse delas enquanto estivessem naquele país.
_ Aline, nossa, seu pai é muito influente mesmo, ele conseguiu que nos hospedássemos no palácio do xeique Amyr, meu Deus, ouvi muito falar dele e de sua família, Camila diz, entrando no grande quarto e se jogando na cama luxuosa.
_ Ele conhece mesmo, mas esse é um dos palácios. Papai disse que eles não costumam ficar aqui e ofereceu para ele quando ele vem a negócios, então não se anime em achar que vamos ver algum príncipe ou princesa aqui, ela diz, rindo da amiga e desfazendo suas malas.
_ Nossa, eu estou morrendo de calor com essas calças e essas blusas. O chato daqui é isso, não pode andar por aí com roupas mais confortáveis e fresquinhas, que lugar quente, meu Deus, Débora diz reclamando da escolha do país.
_ Vocês sabem que era meu sonho conhecer esse lugar, né meninas, então se animem, por mim vai, Aline diz subindo na cama e pulando animada.
_ Por que não trouxe a Alice? Ela não quis vir. Camila pergunta.
_ Aquela boba, ela só pensa em estudar. Minha irmã é totalmente diferente de mim, que amo curtir, viajar, pegar uns gatinhos, ela diz safada, lembrando dos gogoboys que as amigas contrataram para a festa surpresa que fizeram.
_ Meninas, será que vamos encontrar algum gatinho por aqui? Débora pergunta animada, lembrando das fotos que Aline mostrou dos amigos do seu pai.
_ Tenho certeza, mas agora vamos tomar banho e sair por aí, Aline diz animada.
As três vão e se arrumam. Já era noite quando as três vestiam calças jeans com umas blusas mais discretas. As amigas da Aline haviam comprado o hijab, o lenço que cobria os cabelos, e haviam colocado.
_ Vai, Aline, coloca também, Camila diz rindo, se olhando no espelho e gostando muito de usá-lo.
_ Eu não, sai para lá kkk, gosto de mostrar os meus cabelos, ela diz mostrando seus cabelos dourados.
_ Então vamos, Débora diz pegando a sua bolsa.
_ Vamos, o amigo do meu pai disse que nos levaria hoje ao melhor restaurante, Aline fala.
_ Vocês leram sobre as leis daqui que ele mandou? Camila diz.
_ Ah, já sabemos tudo: não podemos ficar peladas, diz rindo, _ não podemos transar na rua, essas coisas.
_ Só você mesmo, Aline, Débora fala rindo de sua amiga.
As três saíram caminhando pelo palácio antigo, mas luxuoso. Algumas empregadas passavam por elas e as olhavam com curiosidade, algumas com discriminação, já que as mulheres estrangeiras eram consideradas vulgares para eles.
_ Nossa, elas nos olham como se fôssemos intrusas, que pena que não sei falar a língua delas, se não ia perguntar qual o problema delas? Débora diz irritada.
Quando se aproximam da saída, elas veem o senhor Omar, amigo do Bryan. Ele já estava impaciente por causa desse pedido do Bryan de cuidar de sua filha e amigas dela. Ele estava estressado: três adolescentes em um lugar que não era para elas, qualquer descuido ele estaria ferrado com Bryan.
_ Boa noite, meninas, ele diz ao vê-las se aproximar e relaxa ao vê-las com roupas discretas.
_ Boa noite, senhor Omar. Podemos ir? Aline diz animada em ver cada lugar daquele país. Desde pequena seu pai lhe contava e mostrava fotos dali.
Logo as três chegam ao restaurante bem no centro de Riad, capital da Arábia Saudita. A cidade iluminada, as três já olham animadas com a paisagem e a entrada grandiosa do restaurante, que era um dos principais dali e muito frequentado pela realeza do lugar.
_ Garotas, por favor, vocês precisam seguir à risca tudo o que coloquei naquele papel que não deve ser feito aqui. Estamos bem na capital, as pessoas aqui não gostam muito de turistas, mas respeitam se vocês respeitarem, tudo bem? Ele diz sério, parando o carro e falando para as três, que se olham e sorriem, já que nenhuma olhou o papel que ele entregou logo que chegaram.
_ Obrigada, senhor Omar, sabemos o que pode e o que não pode. O senhor pode ir, qualquer coisa pegamos um táxi para voltar, Aline diz sorrindo. _ Vamos, meninas.

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