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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 188

As três estavam na loja clandestina, escondida no meio da cidade, não muito longe das barracas que elas estavam. Aline entra com suas amigas sorrindo, animada.

_ vamos comprar algumas para levar, podemos beber lá no palácio, Débora diz baixinho para as duas ouvirem.

_ verdade né... Camila diz, concordando com a Débora.

_ Thomas, pode falar para ele que vamos comprar algumas para levar aonde estamos hospedadas, ela diz, e ele fica um pouco pensativo. Ele se perguntava se essas três garotas sabiam do risco que seria sair por aí com uma sacola de bebidas, mas ele só queria a comissão que o senhor da vendinha daria depois por ter conseguido clientes novas, igual as dos camelôs. Ele já era experiente em enganar os turistas, abordando assim e ajudando a comprar as coisas e oferecendo o que ele ganhava com as vendas.

_ tudo bem, diz sorrindo.

Ele diz em árabe para o senhor, que pega algumas bebidas e começa a embrulhar, como se fosse outro tipo de coisa, escondendo o que era de fato, e as três acharam que isso era normal. Ele embrulha daquele jeito, elas pagam animadas, se despedem do senhor Thomas e vão embora.

As três caminham pelo bairro movimentado no centro de Riad, onde o antigo e o moderno se misturavam em cada esquina. As luzes das lojas refletiam nas vitrines, enquanto o calor do ar quente da noite as incomodava.

_ acho que não é tão longe assim o palácio, vamos andando meninas, Camila pergunta, olhando para as ruas e o mapa em seu celular. Mesmo com o calor que elas sentiam, queriam aproveitar para conhecer mais de lá.

_ por mim tudo bem, Aline diz animada, feliz com sua compra. Hoje as três iam aproveitar muito naquele quarto, iam beber até cair.

_ nossa, olha aquela casa, Débora aponta para a casa, surpresa com os detalhes da construção da casa antiga, e uma olha para a outra.

_ acho que não passamos por aqui quando viemos com o senhor Thomas? Débora diz preocupada.

_ calma, olha aqui, estamos perto, Camila diz, mostrando o celular.

_ meninas, aqui é muito seguro, não é igual ao Brasil, ou lá no nosso país, esqueceu? Olha aí os policiais, Aline mostra os agentes caminhando entre as pessoas, outros parados que os observam curiosos.

_ só estou preocupada de ter que andar muito se nos perdermos, Débora diz entediada, olhando o rosto coberto. Como elas achariam alguma diversão naquele país, que todos andam cobertos e até agora nem bebidas achavam? Só foram achar em uma vendinha bem escondida.

Os policiais começam a se comunicar olhando as sacolas que elas carregavam. Um fala para o outro em seu idioma e resolvem se aproximar das três turistas.

_ boa noite, um policial diz, aproximando-se das três, que se entreolham.

_ senhor, não falamos sua língua, Aline diz, e ele começa a conversar com seus parceiros em sua língua, deixando as três sem saber o que eles conversavam.

Mas logo depois o outro se aproxima e aponta para a sacola que Aline carregava.

_ por favor, o que carrega aí?

Mas ela não entende e fica sem saber o que falar.

_ moço, não entendemos sua língua, só estamos indo para onde estamos hospedadas.

Mas eles se entreolham, um pouco irritados, apontando para a sacola, fazendo gestos para ela abrir e mostrar o que estava carregando.

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