As três estavam na loja clandestina, escondida no meio da cidade, não muito longe das barracas que elas estavam. Aline entra com suas amigas sorrindo, animada.
_ vamos comprar algumas para levar, podemos beber lá no palácio, Débora diz baixinho para as duas ouvirem.
_ verdade né... Camila diz, concordando com a Débora.
_ Thomas, pode falar para ele que vamos comprar algumas para levar aonde estamos hospedadas, ela diz, e ele fica um pouco pensativo. Ele se perguntava se essas três garotas sabiam do risco que seria sair por aí com uma sacola de bebidas, mas ele só queria a comissão que o senhor da vendinha daria depois por ter conseguido clientes novas, igual as dos camelôs. Ele já era experiente em enganar os turistas, abordando assim e ajudando a comprar as coisas e oferecendo o que ele ganhava com as vendas.
_ tudo bem, diz sorrindo.
Ele diz em árabe para o senhor, que pega algumas bebidas e começa a embrulhar, como se fosse outro tipo de coisa, escondendo o que era de fato, e as três acharam que isso era normal. Ele embrulha daquele jeito, elas pagam animadas, se despedem do senhor Thomas e vão embora.
As três caminham pelo bairro movimentado no centro de Riad, onde o antigo e o moderno se misturavam em cada esquina. As luzes das lojas refletiam nas vitrines, enquanto o calor do ar quente da noite as incomodava.
_ acho que não é tão longe assim o palácio, vamos andando meninas, Camila pergunta, olhando para as ruas e o mapa em seu celular. Mesmo com o calor que elas sentiam, queriam aproveitar para conhecer mais de lá.
_ por mim tudo bem, Aline diz animada, feliz com sua compra. Hoje as três iam aproveitar muito naquele quarto, iam beber até cair.
_ nossa, olha aquela casa, Débora aponta para a casa, surpresa com os detalhes da construção da casa antiga, e uma olha para a outra.
_ acho que não passamos por aqui quando viemos com o senhor Thomas? Débora diz preocupada.
_ calma, olha aqui, estamos perto, Camila diz, mostrando o celular.
_ meninas, aqui é muito seguro, não é igual ao Brasil, ou lá no nosso país, esqueceu? Olha aí os policiais, Aline mostra os agentes caminhando entre as pessoas, outros parados que os observam curiosos.
_ só estou preocupada de ter que andar muito se nos perdermos, Débora diz entediada, olhando o rosto coberto. Como elas achariam alguma diversão naquele país, que todos andam cobertos e até agora nem bebidas achavam? Só foram achar em uma vendinha bem escondida.
Os policiais começam a se comunicar olhando as sacolas que elas carregavam. Um fala para o outro em seu idioma e resolvem se aproximar das três turistas.
_ boa noite, um policial diz, aproximando-se das três, que se entreolham.
_ senhor, não falamos sua língua, Aline diz, e ele começa a conversar com seus parceiros em sua língua, deixando as três sem saber o que eles conversavam.
Mas logo depois o outro se aproxima e aponta para a sacola que Aline carregava.
_ por favor, o que carrega aí?
Mas ela não entende e fica sem saber o que falar.
_ moço, não entendemos sua língua, só estamos indo para onde estamos hospedadas.
Mas eles se entreolham, um pouco irritados, apontando para a sacola, fazendo gestos para ela abrir e mostrar o que estava carregando.

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