O filho do xeique Amyr, Zaid, estava em um restaurante com seus amigos Samyr e Yasin, conversando sobre os investimentos que haviam feito, a parceria entre eles e os confrontos que estavam enfrentando com o país vizinho e com os terroristas.
— Zaid, temos que colocar nossos homens para invadir aquele galpão. O que o seu pai falou a respeito disso? — perguntou Samyr.
— Ele acha melhor esperar mais um pouco. Também tem o meu irmão. Ele ainda diz ao meu pai que está tudo sob controle. Não tenho provas contra ele ainda, Samyr. Para isso, preciso reunir evidências para apresentar.
— Que raiva desse seu irmão, Zaid. Ele vive te atrapalhando. — disse Yasin, inconformado ao ver o amigo sem saída.
Nesse momento, o telefone de Zaid tocou. Ele olhou para o visor e reconheceu o contato do oficial responsável pela delegacia da cidade.
Atendeu imediatamente.
— Olá, senhor Saeed.
— Perdoe-me pela ligação, senhor Zaid, mas prendemos três estrangeiras carregando produtos ilegais. Elas alegam estar hospedadas em seu palácio, por isso achei melhor confirmar diretamente com o senhor.
Zaid ficou pensativo. Não sabia que receberia turistas em seu palácio e ficou curioso para descobrir quem eram aquelas mulheres que tiveram a audácia de carregar algo ilegal em seu país. Aquilo era uma infração grave, e até mesmo ele teria dificuldade para resolver a situação.
— Aconteceu alguma coisa, Zaid? — perguntou Samyr.
Zaid fez um gesto pedindo silêncio e voltou sua atenção à ligação.
— Pode falar, senhor Saeed.
— As três estrangeiras estavam caminhando pela avenida com bebidas alcoólicas. Mesmo após serem abordadas, resistiram à prisão e desacataram os oficiais. O que devemos fazer com elas? Devemos deportá-las para o país de origem? — perguntou.
— Diga-me os nomes delas.
— Débora Macedo, Camila Duarte e Aline Bellucci.
— O quê? Bellucci? — perguntou Zaid, surpreso ao ouvir o sobrenome que seu pai mencionava com tanta admiração havia tantos anos.
— Isso mesmo, senhor. O senhor conhece alguma delas?
— Não faça nada, senhor Saeed. Logo estarei aí.
Zaid encerrou a ligação e olhou para os amigos, claramente animado.
— O que foi, Zaid? Parece até que ficou feliz. — perguntou Samyr, curioso.
Zaid sorriu ao se lembrar de quinze anos atrás, quando conheceu o senhor Bryan. Naquela época, ele havia ajudado seu pai durante uma importante negociação, pois Amyr não falava outros idiomas, enquanto ele dominava várias línguas estrangeiras.
— Depois eu falo com vocês. Agora preciso ir até a delegacia.
Levantou-se e saiu do restaurante. Enquanto caminhava pelo salão, os funcionários sorriam e o cumprimentavam com reverência, afinal, ele era o príncipe daquele lugar. As estrangeiras que trabalhavam ali o admiravam e sonhavam em se aproximar dele. Até mesmo muitas mulheres do país desejavam, um dia, tornar-se uma de suas esposas. Seu irmão já tinha duas esposas e, talvez por isso, seu pai lhe concedia mais privilégios e dava mais importância às suas opiniões, deixando Zaid sempre em segundo plano.
Ele caminhou para a saída e logo seu motorista e seus homens o esperavam.
— Senhor. — disse o motorista, abrindo a porta para que ele entrasse no carro de luxo.
Zaid entrou, e o motorista assumiu o volante.
— Para a delegacia, Cain.
— Ok, senhor.
Ele dirigiu direto para a delegacia. Zaid desceu e pediu que seus homens aguardassem do lado de fora. Em seguida, entrou. Os policiais o cumprimentaram, surpresos, tentando entender o que havia levado o príncipe até a delegacia. Aquilo nunca havia acontecido antes.
O oficial foi informado da chegada do príncipe e foi ao encontro dele.
— Que prazer recebê-lo, senhor Zaid.
— O prazer é meu, senhor Saeed. — disse, cumprimentando o oficial.
— Leve-me até as garotas. — falou de forma autoritária.

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