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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 192

Alice acorda cedo, olhando o quarto e lembrando por que estava naquele lugar. Sua irmã sempre apronta; até parecia que era ela quem havia nascido alguns minutos antes, pensa, sorrindo, enquanto se levanta para fazer suas necessidades.

Olha em sua mala e lembra que quase não trouxe roupas. Provavelmente teria que comprar, já que ficaria um ano presa naquele país. Mas ela não ia deixar barato. Ele ainda ia se ver com ela. Alice iria tentar tirar muito dinheiro dele, e isso ainda seria pouco, já que achava um absurdo obrigar alguém a casar daquela forma.

Ela se arruma, colocando um vestido solto, penteia os cabelos dourados, iguais aos de sua irmã. Mas Alice tinha um jeito diferente de Aline. Aline era extrovertida, gostava de se mostrar, já Alice sempre foi tímida e quieta, preferindo ficar em seu canto e estudar.

Depois de pronta, resolveu caminhar pelo palácio, já que ainda não tinha tido tempo para admirá-lo.

Quando saiu, viu o silêncio no quarto de sua irmã e imaginou que provavelmente ela devia ter saído com as amigas. Caminhou pelo lugar, observando os quadros ancestrais dos xeiques e, no fim do corredor, estava lá o xeique Amyr. A fotografia dele tinha um olhar severo que até dava medo. Na verdade, todos ali tinham aquele olhar poderoso, um ar de soberania, e Alice sentiu até seu corpo se arrepiar, já que logo conheceria o príncipe que talvez um dia se tornasse xeique também.

Aline acordou cedo e resolveu voltar para seu país com suas amigas, já que sua irmã estava ali. Ela foi até o quarto de Alice e trocou os passaportes, trocando todos os documentos. Suas amigas ficaram sem acreditar no que Aline estava fazendo, mas ela estava com medo de que sua irmã desistisse e, no final, ela tivesse que casar com aquele maldito Zaid.

Escreveu uma carta e a colocou junto com os documentos, explicando para Alice que precisava ir e que ela precisava fingir ser ela. Logo partiu cedo, dizendo ao senhor Omar que havia vindo apenas ver sua irmã e que já estava voltando para a Itália.

Ele a levou até o aeroporto e, lá, ela e suas amigas embarcaram para a Itália. Aline se sentiu aliviada quando viu o avião se distanciando das terras do príncipe Zaid.

Zaid estava sentado, tomando café com seu amigo.

— Samyr, então, o que acha do meu casamento? — perguntou, depois de contar tudo o que teve que fazer para que aquela Bellucci assinasse os papéis.

— Não sei... Você vai forçar uma italiana a se casar. Não tem medo dos chifres? — disse, rindo, e Zaid ficou irritado.

— Ela não ousaria. Mesmo sendo um contrato, ela terá que ficar longe de homens. Mas, se quiser brincar, poderei ser sua diversão — disse, lembrando o quanto ela era bonita.

— Espero que isso dê certo. Seu pai já está no seu pé para casar. Quando ele se irritar de vez, vai te obrigar a casar com Safira. Ela foi prometida para você desde criança, não foi?

— Ela não faz meu tipo, Samyr. Vi ela crescer. É a melhor amiga da minha irmã. Não sinto nada por ela.

— Tem que fazer igual ao seu irmão. Três esposas e já já vem o primeiro filho. Por isso seu pai o trata diferente, não é mesmo, Zaid?

— Não ligo. Posso construir meu próprio império. Não preciso dele para isso. Você sabe muito bem, não é mesmo? É ele quem precisa de mim, já que meu irmão é um idiota.

— Quando vai assumir esse casamento para todos? — Samyr perguntou, curioso.

— Em breve. Agora vou até o palácio dar uma olhada na minha noivinha.

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