Alice chega ao palácio cansada, carregando algumas sacolas, já que as outras seriam entregues depois. Ela caminha pelos corredores do palácio e percebe que os funcionários estavam mais agitados, arrumando tudo por ali. Mesmo assim, passa por eles, cumprimentando-os, e seguindo para seus aposentos.
Quando entra em seu quarto, dá de cara com uma figura masculina sentada em sua cama.
Alice se assusta.
— Haaa!... — ela grita.
— Sou eu. — Zaid diz ao vê-la gritar de medo.
— O que faz em meu quarto? — pergunta, reconhecendo-o, já que, ao entrar, ele estava de costas e ela não percebeu que era ele.
— Esperando por você. — Ele responde com a maior calma possível.
— O que quer comigo, senhor Zaid? No seu país não é proibido homens entrarem nos quartos de mulheres que não são suas esposas?
— Sim... — ele responde, sério.
— Então o que ainda faz aqui? Se quisesse mesmo falar comigo, poderia me esperar em algum lugar mais adequado, não?
— Disse bem, poderia. Mas não é assim em seu país? Você não é daqui. Então por que eu preciso seguir essa regra? Estamos em meu palácio. Os funcionários me obedecem. Posso fazer o que bem entender aqui. — Ele diz friamente, levantando-se e caminhando até ela.
— Não se aproxime! E diga logo o que pretende.
Ele continua caminhando até ela, sorrindo, pega o celular e começa a fazer uma ligação.
Alice começa a ficar nervosa. Sabia muito bem para quem Zaid estava ligando.
— Por favor, não ligue! — ela diz, implorando.
Mas já era tarde, pois a voz de seu pai soava do outro lado da linha.
— Olá, senhor Zaid.
— Olá, senhor Bryan. Quanto tempo.
— O que traz a honra de sua ligação? Nosso último encontro foi maravilhoso. Aqueles conselhos que me deu sobre os negócios deram muito certo. — Bryan diz, agradecendo por tê-lo ajudado.
— Não foi nada, senhor Bryan. Quando precisar, é só falar.
— Precisa de algo, senhor Zaid?
— Ah, sim. Bom... acho que vou deixar sua filha lhe comunicar. Acho melhor.
Zaid diz sorrindo e entrega o celular nas mãos trêmulas de Alice.
— Minha filha? — Bryan pergunta do outro lado, sem entender.
— Oi, pai... — Alice diz.

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