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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 200

Após terminarem o café, Alice foi ao seu quarto para se arrumar. Ela trocou de roupa, já que se via vestida de forma inapropriada para se apresentar a um xeique. Vestiu uma abaya de tecido fino na cor bege, com delicados bordados dourados e bordados bem delicados nas mangas e nas barras. Prendeu totalmente os cabelos para trás, escondendo-os em um hijab da mesma cor da roupa, e, nos pés, calçou sandálias fechadas e delicadas.

Ela já tinha pesquisado e estudado muitas coisas sobre aquele lugar, coisas que nunca deveria fazer na frente de um homem oriental. Mesmo não concordando, esse ano ela deveria respeitar a cultura deles e tentar ao máximo ser discreta, coisa que ela sempre soube fazer, diferente de sua irmã, Aline.

Quando saiu para o salão, Zaid já a esperava. Diferente dela, ele ainda estava com um terno sob medida, os cabelos bem alinhados, como se ainda fosse trabalhar depois de ir ao palácio do pai. Mas, quando ele a olhou, seus olhos chegaram a brilhar. Ele a observava com admiração. Ela estava linda, realmente linda com aqueles trajes de seu país.

— Estou pronta, senhor Zaid. Podemos ir? — disse, aproximando-se.

Mas ele não conseguia tirar os olhos dela. Seus olhos chamavam atenção pela cor clara, realçada por um leve lápis, que destacava ainda mais o verde. Alice estava realmente radiante.

— Achei que era outra pessoa. — Ele sorriu, admirando-a. — Vejo que a ida às lojas lhe fez muito bem. Está linda, senhorita Ali.

— Obrigada. — Ela respondeu envergonhada, já que ele a deixava sem reação.

— Então vamos. — Ele disse, fazendo um gesto com a mão para que ela o seguisse.

Lá fora, o carro preto de luxo já os esperava. Zaid abriu a porta para que ela entrasse. Alice entrou e se sentou. Ele fechou a porta e entrou pelo outro lado, deixando-a incomodada por ele estar tão perto. Logo, o senhor Omar deu partida.

— O que está achando daqui, Ali? — perguntou, olhando para ela com curiosidade.

— Muito diferente do meu país. Tem coisas aqui que são difíceis de se acostumar para quem vem de fora.

— Não gosta de alguma coisa? Pode falar.

— É que lá eu tenho minha família, saio com minhas amigas. Aqui, além de não ter ninguém, as coisas que gosto de fazer... não terá nenhuma mulher, só homens. Por exemplo, posso ir com você às empresas?

Ela perguntou, e Zaid ficou sério. Uma mulher na empresa daria o que falar. Não que fosse proibida a entrada delas, mas não havia mulheres trabalhando ali. Praticamente, as mulheres não eram bem-vistas trabalhando fora de casa. Eram poucas as que trabalhavam e, mesmo assim, não era em todos os lugares, mas em padarias, lanchonetes, lojas de roupas, costuras, entre outros. Nas empresas, não.

— Não é que eu não queira que vá, mas será algo que dará o que falar. Meu pai mesmo será um dos que não concordará. Entende o que quero dizer, não é, Ali?

Ela balançou a cabeça, chateada.

— Não entendo. Tem coisas de vocês com as quais eu não concordo, e essa é uma delas. Por que vocês gostam de manter as mulheres presas em casa? Imagine se fosse com vocês? Se não pudessem fazer o que gostam por causa de uma religião? — perguntou, brava, deixando-o desconcertado e um pouco irritado.

— Evite falar sobre isso em qualquer lugar. Você pode ser julgada por isso. Realmente, tem coisas com as quais nem eu concordo, mas você não terá como voltar atrás agora. Já assinou o acordo, não é mesmo? — perguntou, olhando para ela sério, como se tivesse medo de que ela voltasse atrás com sua palavra.

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