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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 205

Alice é acordada com gritos. Ela se levanta atordoada. Na noite anterior havia dormido tarde. Depois de sair explorando o palácio, jantou e foi dormir cedo, mas agora estava sendo acordada pelos gritos da senhora Amira e de sua filha, Zahra.

— Acorde, estrangeira! Você tem que explicar por que destruiu o jardim do xeique!

— O que está acontecendo? Que gritaria é essa? — perguntou Alice, levantando-se e vendo as mulheres à sua frente. — Que jardim eu destruí?

— Não se faça de besta. Eu a vi ontem lá e disse que não deveria ficar passeando por aí. Depois ninguém mais foi ao jardim. — Amira respondeu, furiosa.

— Você é doida?

— Levante-se. O senhor Amyr quer uma explicação sua.

Alice olhou para elas sem acreditar no que estava ouvindo. Era apenas sua primeira noite ali e já estava passando por aquilo. Imaginava como seria depois do casamento.

Ela se levantou sem pressa, pegou suas roupas, entrou no banheiro, tomou banho, fez suas necessidades e, depois que já estava pronta, saiu. As duas continuavam esperando na porta, quase bufando de raiva.

— Você deixou meu pai esperando. Ele vai puni-la. — Zahra disse, sorrindo.

Alice caminhou acompanhando as duas, receosa de que o xeique pudesse fazer algo contra ela. Sabia que muitos homens dali podiam bater em suas esposas e filhos, mas ela seria a esposa do filho dele. Não teria coragem... pensava, nervosa.

Quando finalmente entrou no salão, encontrou o xeique ao lado de Zaid e Zain.

— Até que enfim chegaram. — disse o xeique, bravo.

— Pai, ela nos deixou esperando na porta. — Zahra falou, fazendo-se de vítima.

— Amira, você não ensinou nossa filha? — perguntou ele com voz grossa, assustando todos ali e repreendendo a esposa.

— Perdão, marido.

— Zahra, não se intrometa. Vá para o seu quarto e reflita sobre o seu comportamento.

Zahra bufou de raiva e saiu. Só queria ajudar a mãe, mas acabou sendo repreendida pelo próprio pai.

— Venha aqui, senhorita Bellucci. Diga-me: por que destruiu meu jardim? — perguntou ele seriamente.

— Eu? — Alice respondeu, confusa.

— Os funcionários viram você no meu jardim e também viram minha esposa Amira.

— Como sabe que foi ela, pai? O que ela ganharia destruindo o jardim? — perguntou Zaid, olhando seriamente para a madrasta. Em sua mente, era ela quem havia destruído tudo, afinal aquele jardim pertencia à sua mãe, e Amira o odiava.

O xeique olhou para o filho e depois para Alice. Talvez quisesse culpá-la, embora também tivesse dúvidas sobre quem realmente havia destruído o jardim.

— Desta vez vai passar, senhorita. Não fique passeando sozinha por aí. Aqui não é igual ao seu país. Deve sair apenas acompanhada por uma mulher da casa. Zaid, ensine as leis daqui. Ensine nossas regras para que ela não tenha problemas mais à frente. E ensine-a a respeitar as hierarquias. Você terá mais esposas, e ela terá que saber administrar a casa, não é mesmo?

Ao ouvir aquilo, Alice lançou um olhar sério para Zaid. Em sua cabeça passavam inúmeras coisas, e uma delas era que aquele lugar parecia um verdadeiro inferno. Estava ali havia apenas um dia e já odiava tudo aquilo.

O xeique terminou de falar e saiu do salão. Amira o seguiu, caminhando de cabeça baixa, preocupada que ele descobrisse que havia sido ela quem destruiu o jardim que ele havia feito para Naid, quando ainda eram apaixonados.

Assim que chegaram ao quarto, o xeique parou e esperou Amira entrar.

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