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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 204

Alice foi levada por algumas empregadas até a senhora Amira e sua filha, Zahra. Ela sentiu a tensão pelos corredores do palácio e odiou ter que estar ali. A última coisa que queria era briga de mulheres por causa de um homem. Se elas soubessem que estava ali sendo obrigada, talvez não fossem inimigas.

Alice caminhava enquanto observava as paredes silenciosas daquele lugar. Por mais riqueza que houvesse, por tantas mulheres que aquele xeique tinha e por tantos filhos, eles não se amavam como a sua família. Alice cresceu em uma família unida. Sua mãe a amava, seu pai também, e seus irmãos, por mais errados que fossem, os três se amavam. Mesmo Aline a colocando naquela enrascada, sabia que agora ela deveria estar arrependida. Também sabia que estaria encrencada naquele lugar.

— Vamos, garota. Você ficará neste quarto. Não vá se acostumando. Você não será a primeira esposa. Uma mulher que não segue as nossas leis não pode ser a mãe dos herdeiros. Que pena, não é? Já que seu pai é tão importante... — disse a senhora Amira ironicamente, enquanto sua filha ria.

— Mamãe, coitada... Nem sabe como meu irmão é frio com as mulheres. Ela acha que ele gosta dela. — Zahra disse, rindo.

Alice já conseguia compreender boa parte do idioma. Estava evoluindo com as palavras.

— Não se preocupe com a minha vida. Acho melhor se preocupar com a sua, senhora. Seu marido tem muitas mulheres, não é? Diferente do meu pai. Ele só tem uma, minha mãe, e são muito felizes. — Alice respondeu seriamente, falando o idioma com bastante dificuldade, mas elas entenderam pelo olhar que lançou.

— Sua...

Amira pensou em xingá-la, mas Zahra a impediu, balançando a cabeça.

— Mãe, não devemos mexer com ela. Ela ainda vai se casar com Zaid. Os Bellucci são poderosos.

Alice entrou no quarto, observando as duas desaparecerem pelos corredores daquela prisão, porque era exatamente isso que aquele lugar parecia ser.

Depois de um tempo, Alice se jogou na cama e pegou o celular para ver as mensagens.

"Filha, como está aí? Alguém te maltratou? Não quer desistir desse casamento? Ainda não consigo aceitar que você goste do Zaid."

Alice leu a mensagem do pai e as lágrimas escorreram por seu rosto. Ela começou a sentir uma dor insuportável, como se aquilo estivesse a machucando por dentro. Seu coração parecia estar sendo apertado. Mesmo lutando para ser forte diante da situação, só queria acordar e descobrir que tudo não havia passado de um longo sonho.

"Filha, mamãe está com saudades, minha princesa. Como foi se apaixonar logo pelo príncipe Zaid? Minha menina, tenho tanto medo que você sofra. Criei você para ser livre. Na sua idade, era isso que eu mais queria: ser livre e tomar minhas próprias decisões. É isso que espero para você. Mas, se realmente ama esse homem, eu e seu pai sempre vamos te apoiar, querida."

A mensagem da mãe fez Alice chorar ainda mais de saudade.

"Irmã, papai e mamãe me contaram que você vai se casar com o Zaid. Irmã, ele é mais velho, mais vivido. Eles podem ter várias mulheres. Tenho medo que você sofra, mas pode contar comigo. Se for preciso, irei aí e acabarei com todos."

"Irmã, me perdoe por te colocar nessa enrascada. Você me perdoa? Se quiser, eu conto para o papai o que realmente aconteceu. Ele vai fazer de tudo para te trazer de volta. Irmã, me desculpa?"

Alice olhou as mensagens e leu a da irmã com atenção. Mesmo a proposta sendo boa, ela tinha medo. Não conhecia direito aquela família e não sabia do que eles seriam capazes. O casamento já havia sido anunciado. Não podia voltar atrás. Agora era esperar um ano para se divorciar dele.

Teria que sacrificar um ano da sua vida, mas aproveitaria esse tempo para estudar. Zaid havia prometido ajudá-la, e essa parte até seria boa. Ali havia muitos recursos. Aproveitaria para aprender a administrar e, quando voltasse, gerenciaria seu próprio negócio. Em um ano queria se tornar uma empresária bem-sucedida, e conseguiria.

Limpou as lágrimas e olhou a última mensagem.

"Me desculpe por hoje... e pelo meu pai. Você está bem? Não imaginei que ele fosse fazê-la ficar no palácio. Prometo que, quando nos casarmos, você não ficará sob os domínios da minha madrasta."

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