Capítulo 207
O dia foi passando. Alice conversou com as outras esposas, com as filhas e os filhos do xeique.
Enquanto conversava com sua mãe ao telefone, contando como estavam sendo seus dias no palácio, uma menininha que lembrava um pouco Zaid abraçou sua perna.
— Titia... Titia... Eu quero doce. — disse ela com uma carinha tão linda que Alice se derreteu.
Ela se despediu da mãe e se abaixou para conversar com a menina.
— O que você quer comer, garotinha? Qual é o seu nome? — perguntou, alisando seus cabelos castanho-escuros, cheios, e seus olhinhos negros.
— Quero doce, titia. Quero comer aquele doce.
Ela disse apontando para a mesa.
Alice sorriu.
— Espere aqui. Eu pego para você.
Ela foi até a mesa, pegou algumas guloseimas e voltou para perto da menina.
— Olha, peguei vários para você escolher. Qual deles você quer? — perguntou sorrindo.
— Posso pegar, tia? Posso pegar? — perguntou feliz, pulando de alegria.
Alice sorriu ao ver a felicidade da garotinha.
A menina pegou um dos doces e começou a comer. As duas ficaram ali rindo e experimentando algumas guloseimas, mas, de repente, a menina começou a passar mal.
Alice percebeu que o rosto da criança estava ficando vermelho e se desesperou.
— Ei... O que você tem, garotinha? Alguém! Socorro!
Ela gritou, chamando a atenção de todos.
Zahra correu até elas e logo reconheceu a sobrinha.
— O que você fez com a minha sobrinha? — gritou.
Ao perceber a confusão, a mãe da menina também correu para perto delas, assim como Amira, Safira e as outras esposas do xeique.
— Eu não fiz nada. Nós estávamos comendo esses doces e, de repente, ela começou a passar mal.
— Você quer matar a primeira filha do meu irmão? — Zahra gritou furiosa. — Alguém chame um médico para ver a Bia! Alguém!
Zahra pegou a menina nos braços e saiu correndo pelo salão, chamando a atenção de todos.
— O que significa isso? — perguntou o xeique, levantando-se com a voz grossa.
— Perdão, pai, mas aquela estrangeira deu alguma coisa para a Bia comer. Ela queria matá-la. A Bia não responde! — disse Zahra, desesperada.
Todos olharam assustados para a menina desacordada nos braços dela.
Por sorte, o médico da família estava presente.
— Deixe-me ver a pequena. — pediu ele ao xeique, que concordou com um movimento de cabeça.
O doutor Leon saiu rapidamente pelos corredores junto com Zahra, levando a menina para um quarto. Zain os acompanhou, completamente desesperado.
— Se alguma coisa acontecer com minha filha, eu juro que mato aquela estrangeira!

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