O dia finalmente chegou. Os Bellucci chegariam, e Alice estava ansiosa para ver seus pais, seu irmão, Alex, e sua irmã Aline, já que nunca havia passado tanto tempo longe deles, longe de casa.
O jatinho de Bryan aterrissou, e os carros já os aguardavam. O xeique e Zaid haviam preparado tudo para que nada desse errado. Assim que desembarcaram, foram recebidos pelo senhor Omar.
Pouco depois, Zaid surgiu descendo de seu carro luxuoso e caminhou até os Bellucci. Porém, seus olhos paralisaram ao ver a irmã gêmea de Alice. Ela era completamente idêntica. Era impossível distinguir quem era quem.
Zaid aproximou-se de Bryan Bellucci.
— Seja bem-vindo, senhor Bellucci. Estamos honrados em recebê-los em nosso país — disse com sinceridade.
Bryan, como sempre esbanjando autoridade, sorriu para ele. Os dois já haviam conversado diversas vezes sobre estratégias de negócios, e Bryan sabia que Zaid era um homem muito competente em tudo o que fazia. Porém, como futuro marido de sua filha, ainda sentia certo receio por causa do choque entre as duas culturas.
— Obrigado, Zaid — respondeu com um leve sorriso.
— Sejam todos muito bem-vindos. Espero que tenham uma estadia maravilhosa. Preparei tudo para vocês. O palácio estará à disposição de sua família durante toda a visita.
— Obrigado, Zaid. E minha filha, onde está? Por que ela não veio com você? — perguntou, ansioso para saber se Alice estava bem.
— Ela foi para o palácio esperá-los. Quis preparar uma surpresa. Espero que gostem quando chegarem.
Bryan sorriu, balançando a cabeça.
— Ela continua a mesma. Já falei tantas vezes para pensar mais nela do que nos outros... Essa minha filha...
— O senhor realmente ama minha filha, senhor Zaid? — perguntou Liz, séria, interrompendo a conversa.
— Querida... — repreendeu Bryan.
— Eu entendo a preocupação dela, senhor Bryan. Eu e sua filha nos amamos. Mas lhe dou minha palavra de que jamais farei mal a ela. E, no dia em que ela quiser me deixar, prometo que não a impedirei.
Suas palavras deixaram o coração de Liz um pouco mais tranquilo.
Mas o olhar de Aline era puro julgamento. Ela era a única ali que conhecia toda a verdade. Sabia que sua irmã seria obrigada a se casar com aquele maldito príncipe.
— Só espero que cumpra sua palavra, senhor Zaid.
— Irmã... — Alex a puxou discretamente pelo braço. — Pare de falar besteira.
No mesmo instante em que ouviu a voz dela, Zaid se lembrou da garota da delegacia, aquela que havia sido presa por portar bebidas alcoólicas.
— Não tem problema. Acredito que ela esteja apenas preocupada com a irmã. Não é mesmo, senhorita?
— Ah, sim... Muito preocupada. — respondeu Aline, com um sorriso cínico.
Zaid voltou a observá-la atentamente. Quanto mais a olhava, mais tinha certeza de que era a mesma garota daquele dia. Mas, se ela estava ali, ao lado da família, quem realmente havia assinado o contrato? Esse pensamento o deixou profundamente irritado.
— Bom, vamos.
Zaid conduziu todos até os carros. Assim que embarcaram, seguiram em direção ao palácio.
Ao chegarem, o senhor Omar ajudou todos a descer e os guiou até seus quartos, enquanto Zaid caminhava diretamente para a cozinha.
— Nossa... Que cheirinho bom. Estou sentindo esse aroma desde o momento em que coloquei os pés neste palácio.
Ao entrar na cozinha, encontrou Alice diante do fogão. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo, e um avental envolvia sua cintura. Por um instante, Zaid sentiu uma enorme vontade de abraçá-la por trás e dizer o quanto desejava beijá-la. Mas aquilo não seria apropriado.
— Ai! Que susto! — exclamou Alice, dando um pequeno grito ao perceber que ele a observava.
— Já que está aí parado, venha lavar essa louça.
Zaid sorriu. Achava curioso o jeito como ela lhe dava ordens. Ninguém jamais havia feito isso, nem mesmo sua mãe.
Sem reclamar, pegou um avental na gaveta, amarrou-o na cintura e foi para a pia lavar a louça que Alice havia deixado.

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