Zaid a beija como nunca antes. Sua mão experiente desce, querendo mais, passando entre o vestido.
Toc... toc...
— Zaid, me solte. Alguém está batendo.
— O que tem? Somos casados...
— Estamos em lugar público, não podemos ter intimidade em lugares assim.
— Vejo que andou estudando...
— Me solte...
Toc... toc...
— Senhor Zaid, estão aí? — uma voz feminina o chama do outro lado da porta.
— Me larga. Vá lá falar com suas amigas.
Ele se afasta, e ela caminha até o espelho, arrumando os cabelos e retocando o batom. Zaid olha mais uma vez para ela e diz:
— Venha, vai se sentar ao meu lado.
— Elas não vão gostar — diz ela.
Ele se irrita, segura uma de suas mãos e a puxa para fora.
— Ah, estavam aí? — uma das garotas diz, envergonhada, ao vê-los saindo do mesmo ambiente.
— Sim — responde Zaid, puxando Alice e deixando a garota parada, olhando para a porta do toalete.
Os dois caminham em direção à mesa onde estava Emyr.
Zaid puxa uma cadeira e manda Alice se sentar. Logo depois, puxa uma para ele e se senta ao lado dela.
— Que bom que voltou. Estou muito feliz em conhecer sua esposa. Hoje teremos um baile para alguns amigos e gostaria que vocês fossem. Será no palácio. Não precisa se preocupar, senhorita Bellucci, teremos muitas pessoas estrangeiras. Eu também havia mandado um convite para sua família. Quem sabe seus irmãos virão.
— Obrigada pelo convite, mas depende se o Zaid quiser me levar, não é mesmo? — diz ela, olhando para ele.
Zaid a encara. Ele sorri para Emyr e seus primos. As garotas haviam saído, e isso fez com que ele relaxasse um pouco.
— Claro que podemos ir, Emyr. Será uma honra participar do baile, não é mesmo, querida? — diz ele, sorrindo para Alice.
O garçom olha para a mesa onde Alice estava antes e fica preocupado, procurando por ela.
— Garçom — Zaid chama.
Ele se aproxima e olha para Alice, aliviado ao vê-la.
— Pode passar as despesas daquela mesa para essa.
Ele olha para Alice e pergunta:
— Quer mais alguma coisa?
— Quero sim. Quero um drink. Tem? — pergunta ela, provocando-o.
Emyr sorri com a atitude dela.
— Claro que não. Não sabe que aqui ou lá é proibido bebidas alcoólicas?
— Que chato. Vocês são muito chatos. Não bebem nada, não sabem o que é bom — diz ela.
Zaid a puxa para falar em seu ouvido:
— Já chega — adverte, enquanto Emyr e seus dois primos também riem dela.
— Senhorita, se quiser beber, no baile terá bebidas. Lá poderá beber o quanto quiser — diz Emyr, rindo, enquanto Zaid a olha bravo.
— Que bom. Pelo menos alguém normal nesse lugar — diz ela, provocando-o.
Zaid a encara com raiva. Ele queria pegá-la e carregá-la de volta para o hotel à força. Ela estava falando daquela forma com um príncipe do Catar, e Emyr, que também não bebia, levava tudo na brincadeira, divertindo-se com ela.
E isso deixava Zaid ainda mais irritado.
— Emyr, preciso ir, mas voltamos a nos falar no baile. Vamos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira