Quando o jatinho pousa, Alice olha para Zaid, que estava concentrado escrevendo em seu notebook, admirando o quanto ele era lindo. Ele estava trajando um smoking em tons de azul-escuro, seus cabelos bem alinhados e a barba bem-feita, desenhada, deixando seus traços fortes. Então, aquelas lembranças repentinas dos dois tão íntimos vêm à sua mente. Seu rosto cora, o calor a invade. Ela ainda não conseguia descobrir por que ele mexia tanto com ela.
— Tem algo errado com o meu rosto? — ele pergunta, assustando-a.
— N-não... Não...
— Entendo. Eu sei que sou lindo. — diz, rindo dela, que fica toda sem graça.
— Bem-vindo de volta, príncipe Zaid. — diz a aeromoça, aproximando-se dele com um sorriso malicioso.
Ela não era árabe. Era uma loira de olhos azuis, usava uma roupa bem justa, marcando suas curvas sensuais. Mas Zaid evita olhar para ela e diz, com a cabeça baixa, ainda digitando:
— Obrigado. Não preciso de nada, pode ir.
Sua voz soa fria e poderosa. Alice observa a aeromoça se afastar, sem graça, entrando novamente na cabine.
Zaid guarda seu notebook, tira o cinto, levanta-se e caminha até Alice, que ainda estava sentada.
— Vamos. — diz, abaixando-se e ficando muito perto dela.
Alice sentia seu coração acelerar, como se fosse sair pela boca.
Ele olha em seus olhos. Sabia o quanto ela ficava desconfortável com aquela aproximação e sorria satisfeito, sabendo o quanto mexia com ela.
— Sim, eu...
Ela responde, e ele fica quase a beijando. Alice podia sentir sua respiração ofegante. Então ele sorri e afasta-se, satisfeito por tê-la provocado.
Ele caminha para sair, e Alice se levanta e o segue, brava por ele tê-la provocado.
Quando saem, Alice vê uma fila de carros parada, esperando por eles. Zaid desce as escadas, e ela o segue em direção ao carro. O motorista abre a porta.
— Entre...
Ele espera que ela entre primeiro e, logo em seguida, entra também. O carro segue em direção ao palácio. Os funcionários já haviam colocado a bagagem no veículo. Não demora muito para chegarem e entrarem no grande salão.
— Então, meu bom filho voltou. Que bom que voltaram. Zaid, quero conversar com você em particular. — diz o xeique Amyr, logo que os vê entrando.
— Tudo bem, pai. — responde sério, já sabendo do que se tratava.
— E você, menina? Gostou do Catar? Aproveitaram a viagem? Sei que o Zaid foi a trabalho, mas acredito que vocês dois também tenham aproveitado um pouco, não?
— Ah, sim, meu pai. Aproveitamos muito, não foi mesmo, querida? — diz Zaid, puxando-a para perto dele.
— Entendo. Bom, entrem e vão descansar. Acredito que devam estar cansados, não é? — diz o xeique.
— Obrigado, pai. Estamos mesmo. Até mais tarde.
— Me encontre no escritório quando descansar um pouco.
— Ok. — diz Zaid, virando-se e seguindo para seus aposentos, na ala leste.
Quando os dois chegaram, Alice pegou suas roupas e foi tomar banho, enquanto Zaid permaneceu em uma ligação com seus homens.
— Se quiser ir tomar banho, pode ir. Já terminei. — diz Alice ao sair do banheiro, com os cabelos completamente molhados, enrolada na toalha.
— Depois te ligo, Omar. — ele diz, desligando e aproximando-se dela. — Venha, sente-se aqui. Vou secar seus cabelos.
Ele pega o secador da gaveta da escrivaninha.
— Não é necessário. Eu mesma faço isso. — diz, tímida.
— Pare de reclamar. Venha, sente-se aqui.
Ele praticamente a ordena.
Como sempre, ela faz o que ele pede, sentando-se na cadeira. Ele liga o secador e começa a secar seus cabelos com cuidado, primeiro com a toalha e depois soltando-os, deixando-os cair pelas costas. Logo começa a secá-los com muita habilidade, deixando Alice de boca aberta e até desconfiada.
— Você costuma secar os cabelos das mulheres com quem fica?
— Kkk... Não. A primeira mulher é você, querida.

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