Zaid passou uma semana lidando com algumas falhas do seu irmão. Percebeu muitos erros de administração, muitos deles para encobrir os roubos e desvios que ele havia cometido. Zaid juntava todas as provas, tudo o que conseguia reunir, e mandava entregar ao seu pai. Só assim conseguia fazer o xeique acreditar que ele era leal e, ao mesmo tempo, ajudava a destruir seu irmão ainda mais.
— Príncipe Zaid, o xeique o chama no palácio. — disse um dos homens mais leais ao seu pai.
— Compreendo. Estou indo. — Zaid guardou tudo e se levantou para acompanhá-lo.
Logo que chegou ao palácio, seu pai mandou que entrasse.
— Mandou me chamar, pai?
— Entre. Olhei tudo o que me enviou. Quero saber se encontrou onde esse desgraçado escondeu todo esse dinheiro que me roubou. — perguntou o xeique, com ira.
Zaid o olhou nos olhos. Sabia que seu pai ainda não o via como herdeiro, já que era favorecido por Amira e assim favorecia o Zain.
— A metade dele, sim...
— Diga onde está.
— Ele gastou com mulheres em bordéis. Não temos como recuperar. — disse Zaid.
O xeique ficou furioso. Pegou um quadro que estava sobre a mesa, onde havia uma foto sua com eles, e o quebrou.
Nesse momento, Amira entrou chorando.
— Querido... querido... Zain é inocente. Ele está doente. Vai mesmo matar o nosso único filho? — disse ela, jogando-se aos seus pés e implorando pelo filho.
— Isso tudo é culpa sua, sua inútil! Como deixou aquele incompetente fazer tudo isso?
Pá!
Ele esbofeteou o rosto dela com um tapa forte, que estalou em sua face. Amira ficou com os olhos cheios de lágrimas. Ele nunca havia batido nela, mas hoje tinha feito isso.
— Você... você me bateu... — disse ela, com os olhos vermelhos e cheios de raiva.
— Saia daqui, se não quiser que eu bata mais. Sua incompetente! Por que não segue o exemplo de Naid e cria seu filho direito? Aquele bastardo, além de não saber quase nada, ainda ousa me enganar.
Ele diz, jogando no chão as coisas que estavam sobre sua mesa, assustando-a. Ela se levanta rapidamente e some dali.
— Pai, precisa que eu faça algo? — Zaid pergunta, sentindo-se feliz com a cena dos dois ali.
— Não. Pode se retirar. — diz, frio.
Zaid sai sorrindo. Nada era tão satisfatório para ele quanto ver aqueles dois sendo humilhados.
Zaid caminha pelo palácio, lembrando o quanto foi difícil crescer ali, quantas vezes teve medo de seu irmão aprontar e colocar a culpa nele. Mas agora era diferente. Seu pai estava vendo quem realmente ele era.
— Zaid, o que faz aqui? — Ele logo escuta uma voz doce e feminina chamando-o. Ao se virar, vê Safira à sua frente.
— Aqui é minha casa. E agora, o que você faz aqui, Safira?
— Vim visitar Zahra. E como você está, Zaid? Está feliz com aquela estrangeira?
— Por que pergunta? Eu e ela estamos ótimos. E você? Deveria se preocupar mais em seu pai encontrar um bom partido para você se casar, Safira. Não é bom uma mulher ficar sem se casar. Se quiser, posso ajudá-la a escolher uma pessoa que vai tratá-la muito bem, como você merece.
— Zaid, você sempre soube que só me casaria com você. Já disse isso ao papai. Eu aceito ser sua segunda esposa. Posso ajudá-la a aprender tudo sobre aqui. Juro que serei obediente. Zaid, eu gosto de você! — ela diz, jogando-se em seus braços e quase o beijando.
Mas, bem na hora, Alice aparece com a senhora Naid.
— O que está acontecendo aqui? — Naid pergunta, olhando para os dois abraçados.
Mas Zaid só consegue olhar para Alice, surpreso. Ela o encarava sem reação, sem fazer escândalo ou brigar com ele por estar abraçado com outra. Aquela frieza o deixava bravo.
— Não é nada. — ele diz, empurrando Safira. — Safira só está confusa com seus sentimentos. Sempre fomos como irmãos, mas ela está apenas confusa. — diz ele.

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