Zaid encara Alice. O som da água caindo os distraía, mas ele a olhava sério.
— Não fale essas coisas perto da minha mãe. Ela foi criada assim. Para ela, as mulheres têm que seguir o marido e obedecê-lo.
— Kkk... E você acha certo isso? Sua mãe tendo que aceitar seu pai com várias, uma para cada dia quase? Isso praticamente é absurdo. Acha que vocês conseguem dar conta de tantas mulheres? Kkk...
— Ali! Não me teste!
— Você vai fazer o quê, príncipe?
— Nunca disse que isso é certo, mas não devemos obrigá-los a acreditar que o que acham certo, na verdade, é errado, não é mesmo?
— Vocês é que são tolos em acreditar que isso é amor.
Zaid a puxa para ele, segurando-a contra seu corpo, prendendo-a junto a si e fazendo-a encará-lo, levantando seu rosto para que pudesse olhar em seus olhos.
— Então somos tolos? Kkk... Você parece conhecer muito bem os homens, já que saiu com muitos, não? — Zaid a encara, olhando sério em seus olhos. Ele sentia uma raiva consumi-lo. O pensamento de imaginá-la com outro em sua cama o deixava louco. Queria matá-los, mataria todos os que já estiveram com ela.
— Me solta, você está me machucando.
— Não era você, agorinha, que estava me provocando?
— Vamos voltar.
Mas, antes que ela terminasse, ele a puxa e a beija, dominando seus lábios. Alice sente o gosto daquele beijo. Zaid a deixava sem controle, seu corpo não obedecia, e a única coisa que conseguia fazer era beijá-lo também.
Zaid a tinha ali em seus braços. O gosto dela o inebriava. Ela conseguia ser doce, e seu corpo parecia ter sido feito para ele, já que se encaixava perfeitamente ao dele. Suas mãos alisavam suas costas, sentindo a pele dela através da camada fina do vestido. A tensão aumentava. Ele sente que, se não parasse, não conseguiria mais parar, já que há dias vinha se matando pelo desejo daquele outro dia em que ela o abandonou naquele estado.
Ele então para de beijá-la, mas não a afasta. Fica ali, olhando em seus olhos brilhantes de desejo. Ele queria aproveitar o máximo daquele momento, já que ela sempre o afastava.
— Você é linda, sabia? — ele diz baixinho, quase em um sussurro.
Alice ainda estava presa à sensação dos lábios dele nos seus. Ela, que nunca fora de namorar e que nunca havia se apaixonado, estava ali, sem controle, nos braços de um príncipe que deveria evitar ao máximo.
— Obrigada.
— Ali, podemos aproveitar esse tempo juntos. Podemos fazer muitas coisas. Só preciso que você fique só comigo, e eu prometo que ficarei só com você durante este ano. Eu sei que te forcei, mas podemos desfrutar juntos de tudo, não acha? O que quiser, pode comprar. O que quiser, pode pedir. Prometo que moverei montanhas para te dar.
Alice olha para ele e escuta cada palavra que ele diz. Mesmo querendo ceder, ela também sentia aquela forte atração por ele. E talvez ela pudesse aproveitar tudo, poderia se entregar, já que ele conseguia fazer todas aquelas coisas com seu corpo, deixava até ela sem poder sobre si mesma. E então, estudar e abrir sua empresa... Usaria ele para isso, porque não? — pensou, com um sorriso no rosto.
— Vai me ajudar a abrir minha empresa? Também quero estudar.
Ele a olha com um brilho nos olhos, feliz por descobrir que ela aceitaria.
— Tudo bem. Posso prometer o que quiser, menos nos separar agora. Preciso de um ano.
— Fechado. — ela diz, olhando para ele tão de perto que seu coração batia aceleradamente.

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