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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 229

Ela diz, e ele a olha sério, confirmando a verdade que já desconfiava havia algum tempo. Depois que viajou e soube que a filha de Bryan Bellucci já estava com um modelo, ele percebeu na hora que a mulher que havia se casado com ele não era Aline, e sim Alice.

Zaid olha para ela, seus olhos verdes misteriosos. Ele sabia que ela tinha algo que o enfeitiçava, que mexia tanto com ele que não sabia explicar. Ela era diferente de todas as mulheres que já havia conhecido em toda sua vida. Ele só queria ouvir uma explicação, entender por que elas trocaram e por que ela parecia odiá-lo tanto.

— Me diga, Alice? — foi a primeira vez que o nome foi dito de verdade, chamando-a, e seu coração disparou acelerado como nunca.

— Eu... eu... — ela tenta dizer, mas é interrompida pela entrada da garçonete com o carrinho trazendo o almoço deles.

— Com licença — ela diz, entrando.

A garçonete começa a servi-los, colocando tudo na mesa e, logo que tudo estava pronto, sai com o carrinho.

Alice começa a comer, tentando fugir da conversa, mas sabendo que ele iria querer continuar de onde pararam.

Os dois almoçam em silêncio. Depois, Zaid sai e conversa com o gerente sobre algo enquanto Alice admira tudo ali, a decoração, tudo muito chique.

— Vamos — ele diz, e ela balança a cabeça.

Zaid, sem esperar, pega em sua mão, deixando-a tímida, e a guia para fora, causando olhares por todo lado, fofocas e cochichos pelo restaurante mais caro de lá.

Logo que ele abre a porta do carro para ela entrar, ele a segura.

— Quer caminhar um pouco pela cidade? — pergunta, olhando-a com curiosidade. Seus seguranças olham para o príncipe, já que eles se mantinham a todo momento em seus postos para protegê-los.

— Caminhar por aqui? — ela pergunta, olhando as ruas com movimentação. Sabia que ali mais para frente deveria ter lojas e feiras, já que estavam no centro da cidade.

— Isso. Mas, se quiser, se não, podemos voltar para casa.

Alice se anima. Ela queria muito caminhar livremente pelas ruas, olhar as lojas e as feiras.

— Sim, gostaria muito — diz, e ele sorri.

— Vem — diz, puxando-a e fechando a porta de novo.

— Você costuma andar assim nas ruas?

— Não. Não que eu não queira, mas os trabalhos acabam me ocupando muito e quase não consigo fazer isso — ele diz, sincero.

Os dois caminham, e a atenção se volta para ele, já que muitos ali o reconhecem, olhando e o cumprimentando com uma reverência. Homens, mulheres, até crianças o admiravam como se ele fosse um deus, ou algo desse tipo.

— Nossa, o seu povo gosta muito de você?

— Eles sabem o que faço para tentar melhorar nosso país, Ali. Eles sabem o quanto brigo para que todos possam ter segurança e liberdade, mas alguns me odeiam, já que sou a favor de abolir essa lei que obriga a mulher a se esconder e não ter o direito de trabalhar.

— Que bom que você pensa assim. Achei que gostasse de ver as mulheres dependentes e submissas aos seus maridos.

Zaid a encara sério.

— Ali, vejo que você não me conhece direito. Eu sei que nos conhecemos de uma maneira errada, mas não sou esse monstro que você pensa de mim.

Ela olha pensativa. Mesmo sabendo mais sobre ele, ainda não justificava ele ter feito o que fez com sua irmã. Por isso, ela deveria manter distância dele.

— Olha que lindo — Alice diz, olhando a barraca de sedas estampadas e tocando o tecido macio.

— Príncipe, o senhor... — diz, abaixando a cabeça para ele. — Pode levar o que quiser, pegue quantas sedas quiser.

Ele diz, e Alice olha para Zaid.

— Ali, escolha o que quiser. Senhor, não precisa me tratar assim. Mesmo sendo um príncipe, pagarei por tudo que ela escolher. Sei que esse é o seu sustento e o de sua família — ele diz.

E o velho o agradece, venerando-o sem parar.

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