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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 231

O dia amanheceu, e Alice acorda, ainda sentindo o corpo dolorido. As lembranças vêm à sua mente, fazendo-a recordar cada momento íntimo com Zaid. Ela olha para o lado e ele estava lá, deitado, dormindo tranquilamente, com a face relaxada. Ele era lindo. Ela havia se entregado a ele e agora o observava por um tempo, fascinada com sua beleza e com a forma como ele parecia vulnerável naquele momento.

— Gosta de me observar, Ali? — ele diz, ainda com os olhos fechados e a voz rouca.

— Como sabe que estou te olhando? Estava fingindo que estava dormindo?

— Eu realmente estava dormindo, mas meu sono é leve e acordei quando você se virou para mim.

Ele olha para ela. Seus olhos negros brilhavam com intensidade. Ainda sentia a sensação de tê-la tão perto e percebia que já havia se apaixonado.

— Ah... melhor eu me levantar para tomar um banho.

— Espere.

Ele a puxa para perto.

— O que vai fazer?

— Só fala: bom dia!

Ela fica tão próxima dele que dava para sentir seu coração acelerado. Alice já estava pronta para ceder, então ele a solta.

Ela se levanta e sai rapidamente para o banheiro. Toma seu banho e, depois, Zaid faz o mesmo.

— Hoje vamos tomar café no salão principal com todos.

— Por quê? Não podemos tomar aqui, só nós mesmos?

— Ficamos muito tempo sem ir ao salão principal. Se continuarmos assim, logo meu pai irá questionar. Devemos ir. Não se preocupe, estarei ao seu lado.

Alice olha para ele, já arrumada, e acaba cedendo, já que era a família dele.

— Tudo bem.

Os dois saem e seguem direto para o salão. Quando entram, veem todos reunidos à mesa: o xeique Amyr e três esposas, os filhos, os irmãos de Zaid e suas mulheres, além de sua filha Bia, que olha para Alice sorrindo.

— Vejo que hoje terei a família completa. Venham, filhos, sentem-se também — o xeique Amyr diz, apontando para as cadeiras.

Mas seu irmão Zain não olha para eles satisfeito. Ver os dois ali o perturbava.

— Bom dia, meu irmão. Vejo que ainda não deu um neto para o nosso pai?

— Kkkkk! — o xeique Amyr solta uma gargalhada. — Quer dizer que está providenciando meu neto, Zaid?

Alice fica tímida e também apreensiva. Ela não seria engravidada de jeito nenhum, pois, se isso acontecesse, ficaria presa ali pelo resto da sua vida.

— Com certeza, meu pai. Logo te darei um neto — Zaid diz, e todos olham para ele.

Zain o encara. Ele sabia que aquele casamento não passava de uma armação. Tinha certeza disso e também tinha certeza de que ela não engravidaria.

Os dois se sentam, mas Alice se sente incomodada, pois engravidar era algo que ela não podia fazer. Então, lembra que precisava usar camisinha ou tomar anticoncepcional para evitar uma gravidez.

— Não pense demais, querida. Vamos comer — Zaid diz, vendo-a pensativa.

Todos tomaram café. As esposas olhavam para Alice, curiosas com aquele casamento. A filha de Zain se levanta e vai até Alice.

— Titia, por que não foi me ver mais? Mamãe e papai não deixam eu ir para sua casa — a criança diz, e todos olham para elas.

— Oi, Bia. Também senti sua falta. A tia passou alguns dias indo à cidade.

— Bia, vem aqui? — a mãe dela a chama.

— Mamãe...

— Venha. Não incomode a senhora Bellucci.

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