Os dois entram no salão. Zaid olha para seu pai no centro e, ao redor, sua mãe, com o rosto vermelho, parecia que havia levado um tapa. Ao lado, estavam a senhora Amira, sua filha Zahra e Zain, com o rosto roxo, todo deformado pela surra que havia levado. Em volta, havia muitos guardas armados.
— Então, meu filho valentão veio. Achei que até o pai queria matar? — o xeique diz, bravo.
— Por que eu mataria o senhor, meu pai?
— Olha o que teve coragem de fazer com seu irmão — ele aponta para Zain.
— Amor, vingue nosso filho. Meu filho perdeu dois dentes, está todo machucado — Amira implora.
— Papai, Zaid é um monstro. Ele teve coragem de fazer isso com o próprio irmão. O que não teria coragem de fazer conosco? Estou com medo dele — Zahra diz entre os soluços.
Alice observa tudo. Olha para ele, que continuava tranquilo depois de tudo que eles estavam pedindo ao xeique, e se sente culpada, imaginando o que o xeique faria com ele.
— Diga, seu desgraçado! Como ousou bater em seu irmão?
— Quem bateu em minha mãe? — ele pergunta, frio, olhando para a mãe com a mão no rosto vermelho.
— Seu bastardo! Como ousa me questionar? Responda! Como ousou bater em seu irmão?
Alice estava com medo. Nunca havia visto um pai falar com tanto ódio do filho e ficou com medo de o xeique matá-lo ali.
— Também não me responderam. Quem bateu em minha mãe? — ele diz, frio, deixando todos ali com medo.
Amira sentiu seu corpo tremer com aquela pergunta, já que havia sido ela quem batera nela, por não ter sabido educar devidamente seu filho.
— Fui... fui eu — Amira diz, gaguejando, enquanto Zaid olha para ela com tanto ódio que ela se treme toda, aproximando-se do xeique com medo.
— Ela fez o que devia. Sua mãe não te educou bem. Ela deve ser punida — o xeique diz, frio.
Alice percebe a frieza do xeique com a esposa e sente pena de Naid por aquele casamento.
— Kkk, direito de bater em minha mãe? Desde quando a segunda esposa pode bater na primeira? Meu pai, acho que o senhor não está respeitando direito as leis do nosso país, não é mesmo, deixando uma segunda esposa punir a primeira? — Zaid diz, frio.
Todos ali escutam atentamente Zaid.
— Filho ingrato! — o xeique grita.
— Kkk, então o seu filho perfeito é esse aí, que tenta assediar a própria cunhada?
Todos olham aterrorizados pelo que ele havia falado.
Zain treme com o que seu irmão havia dito.
— Como assim? — o xeique pergunta, olhando para Zain.
— Isso mesmo. Ele tentou abusar da minha princesa. Se não fosse pelo fato de eu ter chegado a tempo, nem sei o que teria acontecido. E se todos estariam vivos futuramente, acha mesmo que o senhor Bellucci permitiria que sua filha sofresse aqui? — Zaid pergunta, e o xeique congela.
Ele olha aterrorizado para Alice, parada atrás de Zaid, perguntando-se se aquilo era verdade. Aquela garota poderia ser a sua ruína e a de seu país. Conhecia muito bem Bryan e sabia que ele não teria piedade. E outra: ele iria até o inferno pelos seus filhos. Isso ele já havia deixado bem avisado quando ela se casou ali. Por isso, ele teria dado mais confiança a Zaid e sempre a tratava bem, mesmo sabendo que ela estava abrindo um negócio e que Zaid estava acobertando. Ele não ousaria proibi-la. Quem deveria fazer isso era seu filho, mas aquele ingrato a defendia.
Mas abusar dela? Isso não poderia ser verdade. Aquele filho inútil, Zain, não podia ter tentado fazer isso. Ele se perguntava, olhando para ele com o rosto roxo pelos socos que havia levado.
— Zain, diga que isso não foi verdade?
Zain treme, ajoelhando-se no chão. Ele chorava igual a uma criança.
— Pai... Pai... Juro, eu não fiz isso...
Ele diz, mas o xeique olha para ele com desprezo.
Um dos homens do xeique se aproxima e diz algo em seu ouvido.
— O quê? Esse inútil tentou fazer isso mesmo?
O xeique diz, jogando algo contra Zain.
— Desgraçado, seu inútil! Além de não prestar para nada, ainda tenta fazer algo assim.
— Querido, acalme-se. Nosso filho deve ter uma explicação.
Plaft!
Amira leva um tapa do xeique.
— Cala a boca! Você é outra inútil. Não sabe nem educar esse inútil do seu filho, essa desgraça.
Ela coloca a mão no rosto, sentindo-o queimar. Seus olhos ficam cheios de lágrimas. O xeique havia humilhado Amira na frente de todos, e ela se sentia envergonhada.

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