O evento grandioso do xeique Amyr estava repleto de convidados importantes, príncipes de outros reinos, pessoas influentes e poderosas. O salão do palácio estava decorado como nunca: músicas clássicas, várias exposições de artefatos e joias valiosas pelo salão. Tudo muito chique para mais um evento que a família real fazia. Os fundos eram doados para caridades, e outra parte ajudava com os soldados do palácio e do país.
Equipes trabalhavam, umas servindo os convidados e outras recebendo-os, junto com a segurança, para não deixar ninguém estranho entrar. Alice se arrumava com um de seus vestidos luxuosos, feito especialmente para ela. O véu cobria seus cabelos, mas ajudava a deixá-la ainda mais bonita. A maquiagem era leve, e os olhos bem marcados realçavam aqueles olhos verdes. Ela se olhava no espelho, satisfeita consigo mesma, quando logo a criada Zuleide entra, olhando para ela encantada.
— Senhora, como está linda! Tenho certeza de que será a mulher mais linda hoje. O príncipe vai ficar até inseguro — ela diz, e Alice sorri.
— Acha mesmo que aquele príncipe se sentiria inseguro? Kkk. Ele tem várias mulheres que desejam se casar com ele. Aquela Safira é uma delas e estará hoje aqui. Tenho certeza de que o pai dela deve aproveitar uma chance para obrigar o xeique a casá-los, já que ele se beneficiaria, não é mesmo?
— Mesmo assim, senhora, é normal os homens terem mais esposas. Mesmo assim, você é a mais bonita.
Alice fecha a cara, lembrando da última noite em que dormiram juntos. Ela havia se entregado de novo àquele safado, mas se sentia aliviada, já que sua menstruação havia vindo e ela não estava grávida.
— Não ligo. Se ele quiser se casar com outra, o problema é dele. Logo... — ela para, já que não ia falar que se separaria dele quando completassem um ano e o acordo se encerrasse.
— Realmente quer que eu me case com outra?
Zaid entra olhando para ela. Seus olhos brilham. Ela estava encantadora com aquele vestido, ainda mais linda, e ele ficava até estranho, sentindo ciúmes em deixá-la sair assim, temendo que outros a desejassem. O vestido não era vulgar, mas acompanhava suas curvas. Era bem feito, a seda usada era de alta qualidade, e o corte e a costura deixavam o vestido com um caimento perfeito.
— Oi... Por que está aí parado me olhando, Zaid? Kkk — Alice ri, olhando para ele, perdido nela.
— Você está linda, Ali. Esse vestido foi especialmente feito para você mesmo — ele diz, e ela sorri.
— Obrigada, mas ficou nos ouvindo?
— Kkk. Quer mesmo que eu me case com outra, Ali? — ele diz, aproximando-se dela.
— Eu...
Zaid fica atrás dela e se abaixa, cheirando seu pescoço. Alice se atrapalha e não consegue falar, já que aquilo a deixa tensa.
— Então, o que ia dizer? — ele pergunta, sussurrando em seu ouvido, prendendo-a pela cintura contra seu corpo.
Alice treme.
— Zaid, não estamos sozinhos... — ela diz, falando da criada, que ainda estava no quarto.
Ele sorri e a solta.
— Já está pronta? Vamos?
— Já, sim.
Ela respira para recuperar o controle e vai com ele. Os dois saem de seus aposentos. Eles haviam se mudado para lá recentemente, e ficavam no palácio principal, onde teria o evento e os quartos ficavam no andar de cima.
Quando os dois caminham para as escadas, Zaid a espera e segura sua mão. Todos olham para ver quem era o casal que descia as escadas, mas, logo que veem os dois, se surpreendem. As mulheres olham para Alice com inveja, principalmente Safira, que estava ao lado dos pais e a olhava com ódio, já que ela sempre quis ser esposa dele, mas Alice apareceu e logo se casou com Zaid.
— Xeique, essa é a sua nora? — um dos amigos do xeique, que fazia parte do conselho, pergunta, admirando a beleza dela.
— Sim, ela é uma das filhas do senhor Bellucci.
— Bellucci? Então é uma de suas filhas. Como ela veio se casar aqui com um de seus filhos? — ele pergunta, surpreso, já que Bryan era um homem temido pelo seu poder, mas também respeitado por grandes chefes de família.
— E hoje só vi as suas quatro esposas. Cadê a senhora Amira? Ela sempre acompanhava o senhor nesses eventos.
— Ela está doente, indisposta — ele diz com raiva, já que ainda gostava dela e não gostava que ninguém se aproximasse dela.
— Entendo. E sua filha Zahra? Gostaria muito de ter mais uma esposa — ele diz, e o xeique sorri.

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