O leilão começou. Os artefatos foram leiloados e, logo depois, começaram a falar sobre a nova marca de roupas luxuosas. As mulheres cochichavam com seus maridos, pedindo que conseguissem os vestidos para elas, já que queriam aquelas peças. Quando anunciaram o primeiro modelo, foi uma verdadeira disputa para ver quem dava o lance mais alto. Cada modelo entrava desfilando e deixando as esposas dos senhores ansiosas para que seus maridos arrematassem para elas as peças exclusivas.
Alice se sentia feliz, pois tudo era um sucesso e muito elogiado por todos. Até o príncipe do Catar arrematou um vestido para sua irmã.
— Vão anunciar quem é o dono dessa marca, Zaid? — o príncipe Emyr pergunta.
— Seu amigo não contou que é minha? — Alice diz, e Zaid a olha sério.
— O quê? Sua? Hum, interessante... — o príncipe diz.
— Ali, tenha cautela ao dizer que é a dona da marca, para não se prejudicar — Zaid a lembra.
— Não sou tão fechado, Zaid, quanto esses velhos. E, no Catar, as mulheres já podem trabalhar. Estamos mudando muito essas coisas lá. Alice, sua marca vai ser um sucesso. Vamos fazer parceria e abrir lojas em meu país. O que acha?
Zaid olha bravo, não gostando daquele contato entre os dois.
— Gostei muito da proposta. Vou pensar e depois te digo, príncipe Emyr — ela diz, e Zaid a puxa para perto dele.
— Alice... — ele a alerta.
Emyr sorri, assim como Yasin e sua esposa.
Todos se despedem. Alice combina de visitar Maya. Zahra já havia retornado para seus aposentos havia algum tempo e, quando Alice e Zaid entram no quarto, ele a olha sério.
— Não deve ser tão íntima dos homens. Não gosto disso, Ali.
Ela olha para ele, sorrindo.
— Pois se acostume, Zaid. Quando gosto de alguém, trato muito bem. Você não vai me controlar igual a esses velhos asquerosos que casam com menininhas novas — ela diz, e Zaid a encara.
— Por que diz isso? O que têm os velhos?
— Você não viu? Mesmo não gostando de sua irmã Zahra, não desejo isso para ela. Seu pai a chamou e deixou que ela ficasse um bom tempo fazendo companhia para um velho hoje. A Maya disse que parece que ele deseja se casar com ela.
Zaid a encara sério, tentando lembrar das pessoas que estavam próximas de seu pai, até se recordar do senhor Haruki.
— Ele apresentou minha irmã ao senhor Haruki?
— Bom, não sei se aquele senhor se chama assim, mas era um senhor que estava com uma túnica azul.
— Meu pai é um maldito. Está dando sua filha como moeda de troca. E é ele mesmo, o senhor Haruki. Ele tem muito poder comercial e várias mulheres em seu harém. Se a Zahra entrar lá, ela sofrerá muito.
— Então, Zaid, não deixe. Impeça isso. Mesmo não gostando dela, eu não desejo isso para ela.
Zaid se aproxima dela e a puxa para seus braços, em um abraço apertado, deixando Alice surpresa.
— Ali, você sabia que é especial? Nunca conheci alguém como você — ele diz, levantando levemente o rosto dela.
— O que vai fazer, Zaid? — ela pergunta, com a respiração acelerada.
Ele a olhava com intensidade. Tudo nele a provocava de um jeito que ela não conseguia resistir.
— Nada que eu já não tenha feito, Ali. Você é minha. Esse seu corpo me pertence — ele diz, tocando nela e percorrendo seu corpo até o zíper do vestido, atrás, deslizando os dedos com muita experiência, deixando-a sem reação.
— Não sou de ninguém... — ela diz, com esforço.
Ele sorri, brincando com os dedos enquanto os deslizava por seu corpo. O toque fazia Alice tremer. Ela sentia o desejo percorrer todo o seu ser e se julgava por não conseguir resistir a ele.
Os dois estavam na cama após terem feito de tudo. O corpo de Alice ainda tremia, enquanto Zaid a apertava contra o próprio corpo, como se tivesse medo de perdê-la.
— Ali, realmente quer que eu ajude minha irmã?
— Você vai deixar ela se casar com aquele velho se eu disser que não quero?

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