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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 240

Alice caminhava tranquilamente pelo jardim quando viu Zahra se aproximando. Assim que a reconheceu, sentiu que aquela conversa dificilmente seria tranquila, pois imaginou que ela vinha mais uma vez para provocá-la.

— Alice... — Zahra diz, aproximando-se.

— Oi, Zahra. Deseja algo?

— Eu... queria pedir desculpas por ter te entendido mal. Desde que você chegou, te tratei muito mal, já que minha amiga Safira sempre foi apaixonada pelo meu irmão. Mas agora entendo... Ele não deseja se casar com ela.

— Eu entendo. Vocês cresceram juntas, não precisa se explicar. Acho que faria o mesmo se estivesse no seu lugar.

— Você é muito diferente do que pensei. Agora entendo por que meu irmão se apaixonou por você. Entendo por que ele se casou com você...

Ela diz, e Alice fica pensando naquelas palavras. Zahra nem imaginava o verdadeiro motivo de eles terem se casado. Entre ela e Zaid não existia uma grande história de amor, e sim um contrato que, logo, chegaria ao fim. Depois disso, cada um seguiria sua própria vida. Era assim que deveria ser.

— Por que diz isso? O que te fez mudar de ideia sobre mim?

— Meu irmão me contou ontem sobre o que você pediu a ele, sobre me ajudar a me livrar daquele casamento. Vou te falar... Eu nunca gostei do Zaid. Sempre o odiei, porque minha mãe precisava disputar a atenção do nosso pai com a mãe dele. Mas agora vejo que estava errada. Ele foi o único que me entendeu, que disse que me ajudaria, porque até minha mãe disse que preciso obedecer ao meu pai. Ela acha normal sua filha de dezoito anos se casar com um velho da idade do meu pai e, ainda por cima, com várias esposas. Imagina como minha vida será naquele lugar? — ela diz, com a voz carregada de tristeza.

— Por mais que não nos demos bem, eu não desejo isso para você. Não acho justo isso que acontece aqui, os pais escolherem os maridos das filhas. Eu fui criada de outra forma. Meus pais sempre me ensinaram que devemos fazer nossas próprias escolhas, decidir com quem queremos nos relacionar e como queremos viver.

Alice respira fundo antes de continuar.

— Eu não tive muitos relacionamentos como a minha irmã, que viaja e conhece muitas pessoas, mas ela gosta disso. Um dia, quando ela se apaixonar, quem sabe se case e tenha sua própria família. Mas será uma escolha dela. Eu não concordo com o que querem fazer com você, ainda mais te casar com um homem daquela idade. Espero que seu irmão consiga te ajudar, mas, se seu pai insistir e você precisar de um lugar para fugir, pode ficar na minha casa, lá na Itália. Você não deve desistir da sua vida porque seus pais acham que podem mandar no seu destino.

— Você teria coragem de me ajudar a fugir? — ela pergunta, surpresa.

— Claro. Você é irmã do Zaid. Se precisar da minha ajuda, pode pedir, Zahra. Não sou ruim a ponto de ver você perder sua juventude por causa dos interesses dos seus pais.

Os olhos de Zahra se enchem de lágrimas. Ela nunca imaginou que justamente a pessoa de quem não gostava seria quem a ajudaria.

— Obrigada. Nunca poderei pagar por tudo o que vocês estão fazendo por mim.

Zahra se despede e sai. Alice volta a olhar para as flores, admirando o jardim daquele lugar. Por mais belo que tudo fosse, aquela família não era uma família de verdade.

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