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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 243

Alice já estava dentro do jatinho. Seu coração estava acelerado. Ela nem acreditava que, logo, estaria em seu país e poderia ver suas amigas, seus pais e sua família.

Zaid não havia falado mais nada com ela. Estava trabalhando em seu computador, mas Alice sentia que ele a observava algumas vezes.

A viagem foi cansativa. Eles chegaram à noite. Quando o jatinho pousou, Zaid viu muitos homens parados, já esperando por ele. Como era um príncipe, não podia ficar sem seus guardas, por isso havia pedido que alguns viessem antes dele.

E lá estavam eles, parados, esperando que ele saísse. O carro já os aguardava.

— Esses homens são do meu pai? — Alice pergunta, curiosa, olhando para os seguranças que estavam ali esperando por eles.

— Não, esses são meus guardas. Já avisei ao seu pai que chegamos e amanhã iremos à mansão dele.

Zaid diz sério, e Alice olha ao redor, sabendo que havia chegado em casa. Ela só queria correr, andar sozinha, sem ninguém ao seu lado, mas a realidade era outra.

Estava em casa, mas, ao mesmo tempo, não podia ir e vir como bem entendesse, como fazia antigamente quando uma amiga a chamava.

Alice se manteve distante dele durante todo o percurso até o hotel que reconhecia muito bem: o hotel do seu pai.

O motorista entra no estacionamento exclusivo, que dava acesso ao elevador privativo da ala particular de seu pai. Alice sabia disso, pois já havia ido ali muitas vezes. Às vezes, ia com as meninas e todas ficavam hospedadas ali.

O carro para, e o motorista desce, abrindo a porta para ela. Em seguida, fala algo com Zaid e começa a descarregar as bagagens dos dois.

Zaid diz algo a ele, pega as duas malas e olha para Alice.

— Vamos, Ali — ele a chama.

Ela o segue, entrando no elevador. Logo, os dois estavam no quarto presidencial, um dos mais luxuosos do país.

Assim que entram, Zaid leva as malas para o quarto e, depois, entra no banheiro.

Alice se sentia cansada. Seu telefone estava repleto de mensagens. Suas amigas, seus amigos e seus pais queriam falar com ela, mas, naquele momento, ela não queria conversar com ninguém.

Mesmo assim, enviou uma mensagem para todos:

“Cheguei e estou bem. Quando eu acordar, mando mensagens. Agora vou descansar. Beijos.”

Depois de enviar, ela se olha no espelho, ainda vestindo as roupas que usava na Arábia Saudita. Então, vai para o outro quarto, onde costumava ficar.

Ali havia várias roupas femininas. Seu pai sempre gostava de deixar roupas para ela, sua irmã e sua mãe nos quartos privativos da família.

Quando vê aquelas roupas, Alice sorri, aliviada.

Enfim, estava em casa.

Ela entra no banheiro e encontra os shampoos, cremes e todos os produtos que gostava de usar. Toma um banho gostoso, seca os cabelos e sai vestindo uma camisola de seda com renda.

Logo, olha para a cama onde costumava dormir e se j**a nela.

Ela não sabia o motivo, mas aquilo a confortava. Pela primeira vez em muito tempo, Alice realmente se sentia em casa.

Aquele palácio era sombrio, grande e, muitas vezes, triste.

Claro que algumas pessoas de lá já faziam parte de sua vida. A senhora Naid, Zuleide e até aquela pequenina tão doce, tão diferente dos próprios pais.

Alice se j**a na cama, fecha os olhos e, completamente exausta, acaba pegando no sono.

Zaid sai do banheiro após tomar um banho longo. Sai com uma toalha enrolada na cintura, olhando pelo quarto à procura de Alice, mas não a encontra.

Ele se troca e vai procurá-la, já que aquele lugar era bem grande. Havia cinco suítes luxuosas, e todo aquele andar era exclusivo dos Bellucci, praticamente um apartamento dentro do hotel.

Bryan havia feito questão de que eles ficassem ali. Se Zaid não aceitasse, teria que ir para uma das mansões da família, e ele não queria ficar longe deles. Sabia que Alice iria querer ficar perto dos pais e, assim, conseguiria ficar o mais próximo possível dela.

Zaid entra no quarto e a vê deitada, dormindo. Ele se aproxima e se senta na cama, observando-a. Seus cabelos ainda estavam um pouco úmidos, pois ela não os havia secado completamente.

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