Os dois tomam café depois de terem se entregado um ao outro. Alice ainda está com as bochechas vermelhas, lembrando-se do que havia feito há alguns minutos. Mesmo após ter tomado banho, ainda parecia sentir as mãos dele em seu corpo e a lembrança da intimidade entre os dois.
— Que olhar é esse, Ali? Ainda não está satisfeita? — ele pergunta, safado, bebendo um gole de seu café puro.
— Eu... só estou pensando em algo. Não é isso que você pensa, Zaid... — ela mente, tomando seu café e comendo o pão, já que sentia muita fome após ter gastado todas as suas forças.
— Posso saber?
— Nada demais. O que pretende fazer hoje? Vai me levar para a minha casa?
Ele olha para ela, pensativo e incomodado com aquelas palavras. Alice se referia à casa de seus pais como sua casa, e isso incomodava muito Zaid.
— Sim, vamos para a mansão dos seus pais.
— Zaid, quero ficar esses dias com a minha família. Também quero ver minhas amigas, preciso sair com elas e aproveitar essa semana que ficaremos aqui — ela diz, e Zaid a olha, incomodado.
— É isso que deseja? Se for, não me oporei. Faça o que quiser, Ali, mas eu ficarei aqui, te esperando, caso sinta minha falta — ele diz, e ela olha para ele, surpresa.
— Obrigada por entender.
Ela apenas diz isso. Zaid a observa por um tempo, enquanto ela se deliciava com as guloseimas. Logo que terminaram, Alice vai se arrumar, enquanto Zaid a espera, respondendo alguns e-mails e conversando com Omar.
Zaid estava distraído quando ela sai do quarto, vestida com um conjuntinho de blazer e short-saia em tom azul-bebê, usando uma maquiagem leve. Ele olha para suas pernas torneadas, suas coxas perfeitas. Alice era linda, tinha um corpo cheio de curvas para sua idade, e isso o deixava morrendo de ciúmes, além dos cabelos soltos e à mostra.
— Vejo que já queria se livrar das nossas vestimentas e se vestir mais livremente? — ele diz, analisando-a dos pés à cabeça.
— Vai me obrigar a me vestir daquele jeito aqui? — ela pergunta, com medo da resposta dele.
— Não, Ali. Mesmo não gostando de como está vestida, não vou obrigá-la a nada — ele diz, e ela sorri.
— Aqui é normal se vestir assim, Zaid. Não se preocupe, juro que não vou fazer nada que te envergonhe — ela diz, e ele a olha sério.
— Assim espero, Ali. Vamos.
Ele diz, levantando-se, mesmo que seus pensamentos quisessem apenas pegá-la no colo e levá-la novamente para a cama, já que aquelas roupas o deixavam ainda mais desejoso de tê-la.
Logo, os dois chegam aos portões da propriedade dos Bellucci. Os portões são abertos. Alguns dos homens de Zaid entram, enquanto outros ficam do lado de fora. O carro para, e Alice olha para sua casa. Ela respira fundo aquele ar, sai do carro e logo sua mãe sai de dentro da casa, junto com seu irmão Alex e sua irmã Aline, que olha desconfiada para Zaid. Seu pai, Bryan, também se aproxima, sorrindo alegremente ao ver a filha.
— Mamãe! — ela a abraça.
Liz faz o mesmo, abraçando a filha com força.
— Alex... Aline... Papai... Que saudade de vocês! — ela diz, abraçando-os com os olhos cheios de lágrimas.
— Não chore, querida. Nós também sentimos sua falta, mas pode vir sempre que quiser. E, se quiser se separar, pode voltar também. Aqui sempre será a sua casa — Bryan diz, olhando para Zaid, que disfarça o incômodo com aquelas palavras.
— Eu sei, papai. Eu sei... — ela diz, tão feliz por estar ali.
— Bom, vamos entrar. Sabe quem está aqui te esperando?
Aline diz, fazendo mistério.
— Quem, Aline? Diga!

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