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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 264

Zaid estava irritado com os acontecimentos em seu país. A visita à sua mãe o deixou ainda mais amargurado, já que Naid vivia sozinha naquela mansão, e ele não conseguia ficar muito tempo lá. Ao chegar, soube que Alice não aceitara morar ali. Ela não havia dormido nem sequer um dia em sua casa, dizendo que seria impróprio, já que eles haviam se separado.

Eles já haviam feito de tudo. Então, o que seria impróprio agora? Zaid se perguntava, amargurado por saber que ela estava tão bem sem ele.

As visitas de Alice haviam diminuído com o tempo. Era raro ela ir visitar sua mãe, já que vivia ocupada com seus negócios, e um deles era a inauguração de outra balada no Brasil.

Também ficou sabendo, por Omar, que o príncipe Emyr estaria presente. Emyr era seu amigo, e ele nem sequer se importou em avisá-lo sobre a inauguração. Isso o fez se sentir traído e chateado por ele. Mas ele estaria nessa inauguração e, lá, iria ver quais desculpas Emyr daria.

Zaid estava, então, no avião, pronto para viajar depois de ter ficado dois dias com sua mãe. O avião decolou, e ele encostou-se na poltrona, pensando em como ela estaria. As fotos dela em uma capa de revista deixaram Zaid louco. A exposição dela, ali, para todos os homens a verem, não agradava muito ele. Também havia lido sobre sua reportagem, seu depoimento contando sua história, de como surgiu a ideia de abrir a fábrica de roupas orientais e sobre as baladas.

Mas ela, em nenhum momento, falou sobre o casamento deles, sobre Zaid. Nenhuma palavra, nada, como se ele nunca tivesse passado em sua vida.

Zaid sentia raiva. Queria encontrá-la e colocá-la contra a parede para que admitisse que os dois já haviam se casado, tiveram dias juntos, viveram, nem que por pouco tempo, mas viveram juntos como marido e mulher. Isso não podia ser apagado.

Ele chega em cima da hora da inauguração da balada. Já havia pesquisado onde ela estava hospedada. Ligou para Aline e pediu que ela o ajudasse a entrar na suíte presidencial de seu pai. Aline relutou, mas logo concordou. Só fez uma ligação, dizendo que ele ficaria com Alice e suas amigas lá e que era para liberarem sua entrada.

Os seguranças de seu pai o liberaram, já que também o conheciam e sabiam que ele não oferecia perigo para Alice.

Zaid entrou na suíte, olhou os quartos e viu onde estavam as coisas de Alice. Colocou as suas junto às dela e tomou um banho. Um de seus seguranças já havia providenciado o carro, e eles foram para a balada.

Mesmo já sendo tarde, sabia que a inauguração ainda não havia terminado. Um de seus homens vigiava a saída de lá.

No caminho, ele admirava as ruas movimentadas. O centro da cidade estava lindo, iluminado e cheio de vida, mas eram as luzes que se projetavam para o céu, vindas da balada, que mais chamavam a atenção. De longe, era impossível não notar o lugar. Tudo estava perfeito, impecável.

Ele olhava orgulhoso para o que ela havia planejado sem sua ajuda. Alice era capaz, e isso ele já tinha certeza.

O carro entrou no estacionamento da balada. Assim que parou, o segurança desceu e abriu a porta para Zaid. Ele saiu do veículo, disse algumas palavras ao segurança e, em seguida, caminhou em direção à entrada.

Duas atendentes que estavam ali o olharam surpresas, quase em choque ao vê-lo. Zaid sabia que estava muito bem de smoking. Seus cabelos estavam perfeitamente alinhados, e o perfume que usava era de sua própria fabricação. Ele conhecia bem aquele aroma e sabia o efeito que causava nas mulheres. Era impossível passar despercebido.

— Seja bem-vindo, senhor — disse uma loira, envergonhada, sem tirar os olhos dele. A outra também o observava.

— Boa noite — disse ele, entregando o convite, que estava no nome de seu amigo, que havia passado o convite para ele.

— Seja bem-vindo, senhor Bitencourt — disse ela, lendo o nome no convite e logo reconhecendo de quem se tratava. Os Bitencourt eram uma família muito importante, formada por empresários respeitados e conhecidos no meio dos negócios.

Zaid logo entrou e caminhou pelo salão, passando os olhos por todos os lados em busca de algum rosto conhecido. Porém, seu olhar congelou assim que a encontrou.

Alice estava em um canto, conversando com algumas pessoas. Seus cabelos estavam soltos e lisos, caindo delicadamente sobre os ombros, enquanto o vestido justo realçava seu corpo. Ela segurava uma taça enquanto conversava tranquilamente.

Ao lado dela estavam dois amigos de seu pai: o senhor Henrique, braço direito de Bryan, que havia ido acompanhado do filho, Joaquim, e seu colega Matheus.

Uma mulher se aproximou de Zaid. Ela o olhava com desejo e usava um vestido vermelho, sexy e bem curto.

— Boa noite, querido. Você não é brasileiro, não é? Fala a minha língua? — perguntou ela, aproximando-se demais e quase encostando o rosto em seu ombro.

Zaid percebeu a intenção dela e se afastou rapidamente, mantendo uma expressão séria.

— Boa noite. Mas comigo a senhora não conseguirá nada. Já sou casado — disse ele frio.

Ela o encarou sem graça, claramente chateada por ter levado um fora. Depois, apenas deu de ombros e saiu, deixando Zaid ali.

— Que mulher impertinente... — murmurou ele, ainda olhando na direção de Alice.

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