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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 263

Alice havia viajado para o Brasil junto com suas amigas. Estava hospedada na suíte presidencial do seu pai, no Bello Grande Palace. Ela havia visitado sua tia Geovana e seu tio Pedro, passando a tarde com eles, e agora se arrumava para sair com as meninas.

Escolheu um vestido preto, justo ao corpo, que valorizava sua silhueta e deixava cada uma de suas curvas bem contornada. O vestido também tinha uma fenda lateral, dando um toque ainda mais sexy ao seu visual. Nos últimos dias, ela vinha se vestindo de maneira mais ousada, escolhendo roupas marcantes e sensuais, já que precisava chamar a atenção para suas baladas.

Ela havia se tornado capa de revista, e seu rosto estava estampado por todos os lugares. Alice estava cada vez mais conhecida como a mais nova CEO de uma grande rede de baladas luxuosas. Além disso, suas lojas de roupas de marcas orientais faziam um enorme sucesso no Brasil, na Itália e também no Oriente Médio.

Seus sonhos estavam começando a se realizar, um após o outro, e Alice estava imensamente feliz com tudo o que estava acontecendo em sua vida. Pela primeira vez em muito tempo, sentia que estava construindo seu próprio caminho e conquistando tudo aquilo que sempre desejou.

— Ali, como está linda! Hoje, na inauguração, você vai arrasar os corações — sua amiga diz, olhando o quanto ela estava linda e o quanto havia mudado depois de sua separação. Ela estava mais solta, mais ousada. Alice não sentia aquele medo, aquele friozinho de insegurança.

— Vocês também estão lindas, meninas — Alice diz, olhando para as duas.

Fernanda usava um vestido vermelho, curtinho e bem justo ao corpo. Olivia amava brilho; usava um vestido cinza bem brilhoso, e seus cabelos, com muitos cachos, caíam sobre o ombro. As três estavam encantadoras.

— Ali, temos que acelerar. Precisamos chegar cedo. Hoje vão muitos artistas. Nem acredita quem confirmou a presença hoje e reservou a ala de cima toda! — Olivia diz, fazendo mistério, já que ela era encarregada das reservas.

— Quem, Olivia? — Fernanda pergunta.

— Com certeza é outro desses riquinhos que vocês morrem de paixões no I***a, kkk — Alice diz, rindo delas. Conhecia muito bem suas amigas.

— Mas, dessa vez, ele não é só um riquinho, Alice. Ele é um príncipe — ela diz, e seu coração acelera.

Seus olhos olham para a amiga, surpresa, tentando colocar em sua mente que não era o Zaid. Ele não era mais um príncipe, e, se ele viesse, ela já saberia. Mas, depois daquele dia, ela nunca mais teve notícias dele. O que ele fazia? Como estava? Será que foi visitar sua mãe? Ela não o via há três meses. O que ele iria fazer em uma balada logo no Brasil?

— O príncipe do Catar, o Emyr. Acredita? Queria fazer surpresa, já que vocês se conheceram. Ouvi falar muito dele, né? Acho que hoje nossa entrada vai estar lotada. Ainda bem que seu pai nos enviou muitos seguranças — Olivia diz, animada.

— O príncipe Emyr? Que bom! Gostei muito dele. Mas agora devemos ir. Vocês estão prontas?

— Sim...

— Sim...

— Então, vamos... — Alice diz, e cada uma pega sua bolsa e sai.

O senhor Rodolfo já a aguardava. Ele era o motorista antigo do seu pai ali no Brasil. Mesmo já sendo de idade, Bryan confiava muito nele.

— Boa noite, tio Rodolfo. Como tem passado? — Alice diz, vendo-o depois de muito tempo. Geralmente, quem ia muito ao Brasil era Aline, mas ela arrumou um francês e foi viajar com ele. Depois que voltou para a Itália, não voltou mais.

— Boa noite, senhorita. Como tem passado? Que bom que veio ao Brasil. Lembro quando seus pais traziam vocês pequenos e era uma loucura. Olha vocês três! — ele conta, rindo, e Alice se sente emocionada. Ele já era como da família.

— Estou bem. O senhor que ainda continua inteiro, hein? — ela diz, brincando, e ele ri.

— Deus te ouça, menina, kkk. Deus te ouça.

Elas entram no carro, e ele as leva até o centro, onde havia uma grande movimentação. As ruas estavam paradas, muitas pessoas se encontravam na frente da balada, luzes apontavam para as nuvens, e seguranças fardados estavam ao redor, controlando a entrada dos carros, já que muitos ali estavam curiosos para ver e tirar fotos das pessoas que estavam dentro e que iriam entrar para a inauguração.

Mas Alice havia fechado parceria com uma revista, e eles fariam a cobertura de todos os acontecimentos, fotos e divulgações das pessoas que fossem comparecer, tirando as áreas VIPs. Se o cliente não desejasse ser exposto, eles não divulgariam, já que lidariam com pessoas muito poderosas lá.

Os seguranças reconhecem o carro do senhor Bryan e o liberam na hora. O senhor Rodolfo estaciona o carro, já que ficaria ali esperando por elas. As três descem, despedindo-se dele.

— Pode ir, tio Rodolfo. Quando formos embora, pedimos para alguém nos levar. É cansativo, e o senhor fica aqui nos esperando — Alice fala.

Mas ele era cabeça-dura. Com muita insistência, ela acaba convencendo-o a ir embora, deixando claro que ela deveria avisá-lo quando terminasse.

Alice caminha para o elevador, já que o estacionamento era no subsolo. Havia duas entradas: uma pela porta principal, onde o carro deveria parar e eles desciam para entrar; os que iam pelo estacionamento sairiam na porta lateral, com recepcionistas para recebê-los e confirmar se estavam na lista.

— Seja bem-vinda, senhorita Bellucci — uma recepcionista reconhece Alice de longe.

— Obrigada, meninas. Bom trabalho — Alice diz, sorrindo para elas.

As duas cochicham, olhando para elas entrarem, admiradas.

— Nossa, você viu que linda ela? Meu Deus, ela falou comigo!

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