— Você vai me matar? Kkk... Seu pai foi um otário em te entregar o comando. Zain, você não serve nem para pegar uma mulher.
Ele diz isso enquanto puxa pelo cabelo uma de suas esposas, que grita de dor.
— Essa aqui é sua esposa?
Ele retira o véu dela, e alguns homens começam a gritar para se divertir, enquanto ela chora desesperada.
— Me solte! Se quiser ela, eu te dou. Posso ser seu aliado — Zain diz para Hanzan.
O xeique, que era trazido à força, se desculpa pelo absurdo que seu filho havia falado.
— Veja, xeique, esse é o seu filho. Kkk... Um inútil que oferece até a esposa pela própria vida.
Hanzan solta a mulher, vai até Zain e dá um soco em seu rosto, arrancando um de seus dentes.
— Não... Não... Posso ser útil. Não me mate! — ele diz, implorando entre o choro.
— Kkkkk! Que menininha. Agora chora, seu inútil. Homens traidores como você me dão nojo.
Hanzan começa a socá-lo sem parar, fazendo com que ele desmaie. Sua esposa grita desesperada.
— Calma, querida. Ele ainda está vivo, não é mesmo, xeique? — diz, olhando para Amyr, que já estava conformado com sua morte.
— Me mate. Deixe minha família em paz. Pegue minha vida... — Amyr diz, implorando.
Hanzan e seus homens riem dele. O xeique, que era temido e respeitado, estava ali implorando por clemência.
— Vamos. Mas, antes de ir, quebrem as pernas daquele inútil.
Hanzan dá a ordem, e um de seus homens pega uma cadeira e começa a bater nas pernas de Zain até perceber que ele não teria mais condições de andar.
Sua esposa corre para perto dele. Os homens sorriem, satisfeitos, e começam a sair carregando o xeique. Alguns deles roubam o ouro do palácio.
— Para onde estão me levando? — Amyr pergunta.
— Cala a boca e apenas nos acompanhe. Você é nossa garantia de sairmos vivos daqui — Hanzan diz.
Amyr começa a pensar no motivo de eles estarem recuando, e a única alternativa que lhe vem à mente era seu filho Zaid. Sabia que ele nunca abandonaria seu povo.
— Kkk... Então é isso. Zaid já cercou vocês. Kkk... — diz, feliz e satisfeito.
— Cala a boca, seu velho inútil! — Hanzan responde, bravo e irritado porque seu plano havia dado errado.
Zaid invade a cidade, cercando os inimigos. O confronto é perigoso, mas ele estava em vantagem. Além de conhecer tudo pelo pé da letra, estava com mais homens, e assim conseguiram matar todos os inimigos.
Omar invade o palácio com uma parte dos homens e começa a procurar as crianças e as mulheres. Eles encontram todas amarradas em uma sala.
As esposas do xeique, as esposas de Zain, as crianças e os servos estavam todos ali, apavorados. Mas, quando Omar chega, todos começam a sentir alívio.
— Calma, estou aqui. O Zaid veio salvar vocês — ele diz.
Todos começam a se sentir aliviados, mas Omar percebe que o xeique, sua esposa Amira, seu filho e uma de suas esposas não estavam ali.
— Obrigada... Obrigada... — as mulheres começam a agradecer, abraçando seus filhos, que agora estavam seguros.
— Onde estão o resto das pessoas? — Omar pergunta.
Uma das esposas de Zain começa a chorar.
— Não sabemos. Um dos bandidos veio e carregou a Aya. Depois disso, não vimos mais ela, senhor.
Zaid invade o palácio também, indo diretamente para o salão. Estava sangrando em um dos braços, já que a bala havia passado de raspão. Mesmo assim, não para.
Ao entrar, seus olhos percorrem o local e sua expressão se aterroriza. Amira estava morta, com um tiro na cabeça. Eles haviam matado Amira.
Zaid fica ainda mais preocupado, temendo que tivessem matado todos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Mafioso Obcecado pela Faxineira