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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 277

Zaid, com o braço ainda pingando sangue, senta-se no escritório do seu pai. Pega a carta deixada por ele e começa a ler.

“Filho, peço perdão. Eu sei que talvez vocês nunca vão me perdoar. Eu errei. Deixei-me levar pelo amor que sentia por Amira e acabei colocando em risco o nosso reino.

Não sou digno de ser o xeique. Seu avô sempre me disse que devemos pensar no povo, esquecer o amor e cuidar da família, tornar nosso reino forte através de alianças e casamentos. Foi isso que fiz.

Mas, ao passar dos anos, vi que não era isso que queria. Quase nunca viajei e, por isso, via que você era igual ao seu avô. Não queria que passasse pelo mesmo, que ficasse preso a esse lugar. Então resolvi te destituir de ser príncipe, mas não medi as consequências, e essa foi a minha punição. Coloquei todos nós em risco.

Bom, se você está lendo esta carta, é porque eu já não estou mais entre vocês. Só peço que cuide do legado dos nossos antepassados, proteja a família e me perdoe.”

Zaid lê tudo, mas não sente nenhum sentimento. A única coisa que o perturbava era saber que teria que voltar para aquele palácio e se tornar aquilo que nunca quis ser.

Agora tinha uma responsabilidade. Mas o que faria com o sonho que queria construir com Alice? Ter filhos, viver ao lado dela, sem aquela obrigação?

E agora estaria preso naquele lugar.

Não sabia se Alice iria aceitá-lo.

Aquilo estava destruindo seu coração. Sentia uma dor incomparável e se perguntava o que faria se ela não aceitasse ser sua rainha. Não sabia como seria enfrentar a cobrança do conselho, nem como seria sua vida dali para sempre, já que agora tinha sobre os ombros a enorme responsabilidade de proteger todos.

— Zaid, está tudo feito. O palácio foi limpo. Seu pai e sua madrasta estão prontos para serem velados. Os anciãos já chegaram. Seu irmão passou por uma cirurgia, mas passa bem. As crianças e as esposas deles já se acalmaram e receberam atendimento — Omar diz.

— Obrigado, Omar. Peça para os homens irem comer alguma coisa. Eles devem estar com fome e cansados.

— Ok, senhor — ele diz, saindo.

Zaid se levanta e caminha pelo palácio, indo até a ala que o xeique havia construído: o jardim de flores para sua mãe.

E lá estavam as flores.

Estava tudo ali. As flores, o jardim impecável e bem cuidado.

Ele sorri enquanto caminha, observando tudo ao seu redor.

Depois, segue até seu quarto, onde havia estado com Alice. Entra e olha ao redor. Tudo estava no lugar. Seus pertences ainda estavam ali.

Mas então alguém b**e à porta, e ele olha curioso para saber quem seria.

— Entre... — ele diz.

— Olá, príncipe. Me disseram que você está machucado — o doutor diz, olhando para o braço ensanguentado dele.

— Ah... Isso? Não é nada. Pode cuidar dos outros primeiro.

Mas o doutor se recusa e entra com sua maleta.

— Sente-se aí. Se você não se cuidar, quem cuidará de todos? A essa hora, o povo precisa de você, príncipe.

Zaid não fala nada, apenas observa, sentando-se.

O doutor chama uma criada, que o ajuda com as coisas. Ele retira a camiseta com cuidado, trata o ferimento e logo costura o corte sem anestesia.

Zaid aperta os dentes, sentindo a dor da agulha penetrando sua pele, mas aguenta até o doutor terminar.

Depois, olha para o braço, já com o curativo pronto.

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